A Pele Que Habito (2011)

 Daniel Arrieche, Suspense  Comentários desativados em A Pele Que Habito (2011)
set 122013
 
Acredito que Pedro Almodovar é único. Muitas críticas ao seu novo estilo fora do drama que costuma apresentar com maestria. Pois o mestre não perdeu a baqueta, pelo contrário: a fez mágica e começa a expandir seu mundo particular pela ação e suspense. A apresentação dos personagens bem criados e as cores berrantes (marcas do diretor) nos fazem sempre acreditar que teremos um bom filme. Pois Antonio Banderas é um renomado cirurgião plástico que mantém em cárcere uma sósia perfeita de sua ex-mulher, morta em um acidente de carro. Mas por quanto tempo? E … porque ?! As silhuetas de caça e caçador, a síndrome de Frankenstein, misturando uma dualidade perplexa e complexa se refletem nas atitudes de cada um dos coadjuvantes onde a questão sexo, criação, incesto, genética e masculinidade trazem os mais ferinos diálogos representados sempre intimamente na decoração dos ambientes onde cada cena se apresenta. E mais uma vez o escancarado complexo edipiano de Almodovar é bolinado assim como em “Tudo Sobre Minha Mãe”, “Má Educação” e “Fale Com Ela”. Certamente é um dos grandes filmes que pretendo ter em minha videoteca particular… A história se repete. Mais uma vez Almodovar se faz bárbaro!

Não Tenha Medo do Escuro (2010)

 Daniel Arrieche, Suspense, Terror  Comentários desativados em Não Tenha Medo do Escuro (2010)
mar 122013
 
As vezes em meio a tanta tecnologia e Jason e Freddy Krueger que matam sem muito sentido, existe a falta daquele horror clássico e de um suspense muito bem feito. Ainda que não dirigido diretamente por Del Toro, ele nos traz em “Não Tenha Medo do Escuro” o medo e a aflição dos corpos já nas primeiras cenas (chocantes) em um enredo bem simples e nada original: novos compradores de uma casa mal assombrada resolvem habita-la sem conhecer exatamente a história do que ali já foi vivido. O casal Katie Holmes e Guy Pearce trazem a tiracolo a pequena Bailee Madison (que chega a ser tétrica em alguns momentos) que aparenta sérios problemas de adaptação e também algum transtorno mental. Mas o fato é que os sustos são iminentes a cada segundo, juntamente com a música e as tomadas rápidas o filme vai melhorando a cada passo e derradeiramente nos levando ao desconhecido. Ou nem tanto. Faz tempo que não via tanta gente pular tão alto das cadeiras no cinema, e gritar tão freneticamente. Observe na saída da sessão os comentários e rostos daqueles que acabaram de passar por essa boa experiência.

Sem Saída (2011)

 Ação, Daniel Arrieche, Suspense  Comentários desativados em Sem Saída (2011)
nov 142011
 

O astro de “Crepúsculo” tenta a sua sorte em filmes de ação. Taylor Lautner faz um adolescente que encontra sua foto e um site de crianças desaparecidas, e resolve investigar entrando em uma série de perseguições sem sentido com a CIA, a máfia sérvia e seu próprio pai. Conforme outras críticas, o ator não consegue desvincular a imagem de lobisomem juvenil, e mais parece um Alex Rider anablizado do que uma tentativa de “Bourne”. A inteligência da produção em coloca-lo entre ícones como Alfred Molina e Sigourney Weaver ameniza o frisson de filme “teen”, mas ainda assim o protagonista não se ajuda, juntamente com a inexpressiva namorada monocelha. Nas cadeiras do cinema o tempo inteiro se escutava a pergunta: “Pai. que horas ele vai se transformar?” Na minha opinião ainda falta muito. Mesmo. Literalmente um passatempo.

A Inquilina (2011)

 Daniel Arrieche, Mistério, Suspense  Comentários desativados em A Inquilina (2011)
nov 092011
 

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Em uma despretensiosa tarde de férias, resolvi que iria ao cinema me divertir. E consegui. “A Inquilina” é um filme tão despretensioso quanto a minha tarde de férias, pois não apresenta nada além de mais do mesmo. Se me perguntarem se é um bom filme, vou responder que sim. Explico: tanto a atuação de Hilary Swank quanto a de Jeffrey Dean Morgan estão impecáveis e o suspense até que tem um clima de medo e apreensão, conseguindo interagir um pouco com o público. Nos primeiros momentos já se sabe quem é o bom, o mau e o feio, não trazendo grandes surpresas. Talvez esteja aí a diferença para outros filmes. O diretor Antti Jokinen até que tenta fazer do limão uma limonada, sacando alguns enquadramentos e takes menos modestos, mas o roteiro não ajuda, e não há sucesso. Apesar do final clichê (algumas pessoas na sala riam) vale o ingresso. Para uma tarde onde não há mais nada de interessante a se fazer, é claro!