Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos (2013)

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out 022013
 
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Uma menina adolescente descobre que pode ver pessoas imaginárias e que dela depende toda sobrevivência de uma raça. Seus pais biológicos não são aqueles que ela sempre imaginou, e que seus grandes amigos e aliados são lobisomens e vampiros. Será uma trilogia em que a personagem principal é apenas uma metade humana. Já viu esse filme? Pois eu também. Se você acha que estava ruim e não podia piorar…… errou! Em “Os Instrumentos Mortais” o que era ruim, ficou ainda pior! Mais uma tentativa frustrada de trilogia teen para tentar angariar fãs reclusos da última saga. Uma colcha de retalhos mal costurada, onde frases adolescentes são confundidas com piadas ocultistas e sem sentido. Onde sotaques dos personagens ingleses e americanos tem uma mistura francesa. Uma trupe de góticos com armas de vidro e borracha se debatem com magos, em uma festa rave acrescida de uma versão homoafetiva de Edward Cullen. Confuso? Pois entre um bocejo e outro no cinema, comecei a reparar nos rostos dos espectadores para entender se apenas eu conseguia entender aquele fiasco de produção: os “sorrisos” e comentários de decepção estavam espalhados e generalizados. Na saída do cinema em meio ao borburinho, escuto uma conversa que resume a obra: “– Amor, quanto tempo perdemos de nossas vidas nessa sala de cinema?”

O Tempo e o Vento (2013)

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set 302013
 
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Sempre que se lê ou se assiste as obras de Érico Veríssimo, é chover no molhado. O acerto é inevitável, ainda mais quando a estréia se coloca no vinte de setembro: data máxima no estado do Rio Grande do Sul. A história fascinante dos Terra Cambará é contada de forma bastante lúcida e clara, retratando a mescla de história e fantasia relatada pelo original do autor: ainda que fracionada somente no tomo Continente. Na obra de Jayme Monjardim, “O Tempo e o Vento” tem início, meio e fim: contada de forma bastante fidedigna agrada em cheio ao público local e chega a emocionar quem sai uma vez por anos de seu pago para assistir a uma obra bairrista. Mas fato é que o diretor não inova, ainda que acerte muito na iluminação e tenha a fotografia como seu ponto forte, a obra vai morosamente mostrando que em pouco diverge de outras grandes obras do cinema nacional. A atuação do ator Tiago Lacerda não é exagerada e acaba convencendo como o anti-herói Capitão Rodrigo (outrora também muito bem feito por Tarcísio Meira), bem como a sempre bem Fernanda Montenegro. O diretor também se apega a atores gaúchos para que o elenco ganhe força e também busca Tabajara Ruas (que é um excelente montador) para o roteiro, mas não tenho certeza de que o filme irá emplacar em nível nacional… só as bilheterias dirão. O único detalhe é que a obra não consegue se desgarrar no tom novelesco global…

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Masters of Sex – Piloto

 Bruno Spotorno Domingues, Masters of Sex  Comentários desativados em Masters of Sex – Piloto
set 302013
 
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Série sobre “os pioneiros da ciência da sexualidade humana”, Masters of Sex parece  interessante até agora. É estranho ver o excelente Michael Sheen (o Tony Blair de The Queen e The Special Relationship ou ainda o David Frost em Frost/Nixon) sem seu sotaque Britânico, mas á sem dúvida um dos melhores atores Ingleses da atualidade (na verdade ele nasceu em Wales, mas tudo bem). Lizzy Caplan também está muito bem, este pode ser o papel que sua carreira precisa.

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Oranges – A Filha do Meu Melhor Amigo (2011)

 Blogger, Comédia, Daniel Arrieche, Drama, Romance  Comentários desativados em Oranges – A Filha do Meu Melhor Amigo (2011)
set 302013
 
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Não é de admirar que Julian Farino tenha apenas dirigido seriados sem expressão, pois em “A Filha do Meu Melhor Amigo” (filme já lançado em 2011 lá fora e sem promoção alguma) não há diferente comoção. Aprendi a desconfiar, de quando um bom elenco é colocado em um filme sem apelo comercial, emotivo ou desdenhado de promocionais, não deslancha. A tentativa de um elenco maduro com Hugh Laurie (o ete…rno House) e Oliver Platt como os pais de duas famílias típicas, não faz muita diferença para um roteiro batido e com uma tentativa de comédia que não consegue alcançar sequer um singelo sorriso. Dirá gargalhadas. A presença de Leighton Meester em nada ajuda no papel de uma filha desgarrada, que volta para o seio da família. Não há nem ao menos um “sex appel” para cativar o público, ou ainda seduzir o próprio personagem. A narração é feita pelo personagem de Alia Shawkat que se traduz como água: inodora, insípida e incolor. Nem comédia, nem romântico, nem uma coisa nem outra. Nem mesmo pode ser chamado de descartável, pois ainda assim para esses, a embalagem ainda chama atenção…

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A Sorte em Suas Mãos (2012)

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set 302013
 
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O músico Jorge Drexler surgiu para o mundo com a música “Al Otro Lado Del Rio” no filme “Diários de Motocicleta” e arrebatou o Oscar de melhor canção. Na entrega do prêmio, viu-se que algo a mais existia naquela figura que quebrou o protocolo da cerimônia e cantou frente a uma platéia de ilustres fatiotas embasbacados. Pois realmente ele é “o cara”, e prova mais uma vez em “A Sorte em Suas Mãos” interpretando um jogador compulsivo e conquistador barato. Uriel trabalha em uma casa de câmbio em Buenos Aires ao mesmo tempo que tem alguns ganhos extra com o carteado e aplicações financeiras, até que resolve que é hora de fazer uma vasectomia, uma vez que já mora sozinho com dois filhos pequenos. A viagem une o útil ao agradável: fará o procedimento em meio a um torneio de pôquer. Porém neste meio tempo reencontra a ex-namorada que pode ser (ou não) a mulher de sua vida. A única maneira de ganhar alguma coisa em toda sua estrada sempre foi com os blefes de cartas: porque agora seria diferente? O roteiro simples e inteligente nos remete a importância dos detalhes e que as pequenas coisas fazem uma grande diferença, e que as vezes contar com o imprevisível (e acreditar nele) é o que realmente vale a pena. Também as relações familiares são bastante focadas (tanto quanto os outros filmes do mesmo diretor) tanto quanto o amor pós-balzaquiano que acaba por emergir entre o casal. As relações paralelas e complicadas (ex-marido / filhos / mãe / colegas) fazem o contraponto da graça e o alicerce de opiniões, onde buscam entender o que realmente acontece em suas mentes e corações. Ainda assim, entre o turbilhão de informações e de trejeitos entre os bem montados personagens, e ainda de quebra conseguimos vislumbrar “La Trova”: o universo musical vindo da cidade de Rosário. Uma rara surpresa dentre tantos blockbusters sem sentido.

Rush (2013)

 Ação, Biografia, Daniel Arrieche, Drama, Esporte  Comentários desativados em Rush (2013)
set 232013
 

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O primeiro grande trunfo de “Rush” é a semelhança física que existe entre os protagonistas Chris Hemsworth e Daniel Bruhl que representam James Hunt e Nikki Lauda, respectivamente. Após aparecer como “Thor” para os cinemas, Chris faz seu papel mais insinuante e de respeito, também nas mãos do experiente Howard. E Daniel para quem não lembra de “Adeus, Lenin!” traz um austríaco típico, com a segurança suficiente para emocionar público e o próprio herói da fórmula um, que diz ter chorado após assistir a obra. Um verdadeiro deleite para os fãs do esporte. Não sou tão ligado no esporte ou patrocinadores e nem acordava cedo para assistir as corridas, porém não há como se emocionar com uma história bem contada e com a medida certa, misturando cenas produzidas com as reais da década de setenta. À vezes não conseguimos identificar o que é real ou não, tão perfeita a sincronia montada pelo editor. Nas cenas de corrida (em especial a última) você pode sentir o ronco dos motores e até a chuva batendo no capacete. Para quem não é conhecedor da história, é o encaixe perfeito de entretenimento do cinema e a rivalidade da Fórmula 1.

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A Pele Que Habito (2011)

 Daniel Arrieche, Suspense  Comentários desativados em A Pele Que Habito (2011)
set 122013
 
Acredito que Pedro Almodovar é único. Muitas críticas ao seu novo estilo fora do drama que costuma apresentar com maestria. Pois o mestre não perdeu a baqueta, pelo contrário: a fez mágica e começa a expandir seu mundo particular pela ação e suspense. A apresentação dos personagens bem criados e as cores berrantes (marcas do diretor) nos fazem sempre acreditar que teremos um bom filme. Pois Antonio Banderas é um renomado cirurgião plástico que mantém em cárcere uma sósia perfeita de sua ex-mulher, morta em um acidente de carro. Mas por quanto tempo? E … porque ?! As silhuetas de caça e caçador, a síndrome de Frankenstein, misturando uma dualidade perplexa e complexa se refletem nas atitudes de cada um dos coadjuvantes onde a questão sexo, criação, incesto, genética e masculinidade trazem os mais ferinos diálogos representados sempre intimamente na decoração dos ambientes onde cada cena se apresenta. E mais uma vez o escancarado complexo edipiano de Almodovar é bolinado assim como em “Tudo Sobre Minha Mãe”, “Má Educação” e “Fale Com Ela”. Certamente é um dos grandes filmes que pretendo ter em minha videoteca particular… A história se repete. Mais uma vez Almodovar se faz bárbaro!

O Palhaço (2011)

 Aventura, Comédia, Daniel Arrieche, Drama  Comentários desativados em O Palhaço (2011)
set 122013
 
 
O ator e então diretor Selton Mello traz em seu segundo filme “O Palhaço” o lirismo que falta a muitos filmes do cenário nacional e que não dizem a que vem. As decepções do protagonista Benjamim atrás da maquiagem de “Pangaré” fazem repensar o que realmente se busca da vida e o que realmente há nela: a busca incessante pela felicidade. Com seu pai “Puro Sangue” (Paulo José) comanda uma intrépida e engraçada trupe circense que anda peregrinando de cidade em cidade atrás do pão nosso de cada dia. Fato é que Selton se sai muito bem na experiência de cores e paradigmas (por vezes oníricas) e traz as telas um filme onde os personagens mostram suas decepções e mazelas, e que tudo tem seu preço. Não deixem de notar a presença do eterno Ferrugem e do impagável Moacir Franco. O gato bebe leite, o rato come queijo… e assim por diante.

Meu País (2011)

 Daniel Arrieche, Drama  Comentários desativados em Meu País (2011)
set 122013
 
A expectativa de um bom filme nacional se faz presente em “Meu País”, onde a trinca de atores globais se reveza entre boas e más atuações tendo um saldo positivo entre idas e vindas: Paulo José interpreta o pai de dois filhos (Rodrigo Santoro e Cauã Reymond) que desestruturados entre eles, obrigam-se a unir forças após sua morte e rever conceitos tanto na dignidade dos negócios, quanto a encontrar o rumo para suas vidas familiares. Não bastando o vício em jogatinas do caçula, eles descobrem que possuem uma irmã bastarda (Débora Falabella) de vinte e quatro anos e com idade mental de oito. O clima denso e intimista proposto pelo diretor faz com que as diferenças sociais e culturais se acirrem a cada momento, querendo que o clímax tome conta. Ainda que não saia do chão a tentativa de decolagem tenta se focar nas atuações: Rodrigo Santoro vem com toda sua bagagem e experiência trazendo veracidade, enquanto Reymond se esforça. Débora Falabella deveria bater com a cabeça na parede uma centena de vezes para encarar novamente a missão. Ainda assim vale a pedida pela tomadas feitas na Itália, pelas experimentações de fotografia (lentes/foco/plano e contra-plano), e o saudosismo de um filme que parece não ter acabado.

Amor a Toda Prova (2011)

 Comédia, Daniel Arrieche, Drama, Romance  Comentários desativados em Amor a Toda Prova (2011)
nov 142011
 

Um clichê atrás do outro. E o melhor: sem ser clichê. Não consigo rotular este filme como comédia romântica ou como drama existencial, ou ainda como familiar. É filme de roteiro bem escrito e burlescamente inevitável com cenas inesperadas e outras nem tanto. Onde incrivelmente se vê Steve Carel em um papel dramático e Marisa Tomei descabidamente cômica. A primeira cena define a trama com a separação do casal, antes juntos por 25 anos e agora enfrentando situações difíceis e peculiares ao fim de um longo relacionamento. Preste atenção na sutileza dos detalhes e será impossível não se colocar no lugar de algum personagem: Julianne Moore, Kevin Bacon (quase um ponta) e Ryan Gosling (no máximo esforçado) fecham a “intrépida trupe”. Um filme que surpreende pela agilidade sem ser mais do mesmo. Ah! E não esquece de agradecer a escolha da trilha sonora!