jun 202022
 
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A ultima produção da Netflix infelizmente vem ao encontro da grande maioria de outras já lançadas. Raso, contando com um elenco de apoio e também com um fraquíssimo roteiro, ”Spiderhead” (que nem o nome faz jus) é a bola da vez.

Em algum tempo não muito longe daqui, determinados condenados pela lei poderão servir como cobaias em novos experimentos científicos, porém com o consentimento do próprio apenado. Um dos presos nota que existe algo a mais e que não havia sido dito e/ou mencionado até aquele momento.

Mesmo com alguns atores ligados fortemente ao MCU como Chris Hemswort (Thor) e Miles Teller (Quarteto Fantástico), em momento algum o filme convence ou consegue colocar algum tipo de sensação na telinha. Ainda que a premissa seja excelente e o texto bem construído, nem direção nem equipe técnica conseguem fazer do limão uma limonada. Personagens apáticos e (aparentemente) perdidos em cena tendem a cada frame perder a desenvoltura (talvez inicial). Teller poderia ser substituído por qualquer ator, barateando o custo. E a presença de Hemswort como antagonista é apenas necessária comercialmente, pois nem não conseguimos desvencilhar sua imagem do “deus do trovão”: a exigência do papel é demasiada e não acredito no entusiasmo de nenhum outro que pudesse substitui-lo.

A ideia do experimento científico é muito boa, tirada de um conto publicado no New York Times, poderia flertar com teorias freudianas, comportamentais e até filosóficas se fosse a necessidade. Ao invés disso, busca na falta de empatia dos personagens, um humor nonsense completamente desnorteado.

A trama de pouco mais de 90 minutos, caberia muitíssimo bem em apenas um episodio da série “Black Mirror” e bastaria. Seria menos tempo perdido e extremamente melhor aproveitados, poupando o publico de mais uma tentativa caça-níqueis/clientes do serviço de streaming

maio 152022
 
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Para quem já está acostumado com os filmes de Robert Eggers regados a exageros de sangue e mortes estapafúrdias estará bem servido em “The Northman”. Já os cinéfilos mais ávidos podem se decepcionar pelo roteiro raso e pouco introspectivo do diretor sensação de tantos anos.

Depois de primorosos filmes tensos e com um terror psicológico vívido, Eggers parece se entregar ao hollywoodiano mais prático e seguir uma linha de pensamento mais fácil. Em “A Bruxa” (2015), o primor pela história pacata e ao mesmo tempo envolvente e depois mais adiante com “O Farol” (2019), onde a arte prevalece e atuações dão entorno ao caldo, temos uma linha a seguir e esperar muito. Talvez aí esteja o erro. Acredita-se também que com um elenco com tamanho peso e um orçamento bastante fora dos padrões anteriores tudo tenha mudado de figura.

Por outro lado o filme consegue buscar na mitologia nórdica a força necessária para nos levar por mais de duas horas sem cansar, sendo bastante fiel a literatura escandinava e buscando retratar o povo Viking tal e qual fosse em anos próximos ao 800 d.c. Ainda que a história de vingança não traga muitas surpresas ao espectador, em um ou dois momentos o “plot twist” (famosa virada de roteiro) acontece embasbacando os mais desavisados.

As cenas em si são muito bem montadas e dão a mão com o diretor nos momentos mais longos: nota-se os planos sequência bastante cuidadosos e as cenas de (ação) combate elaboradas para não parecerem piegas e também darem sustança a linha pouco entusiasmada na escrita do filme.

Alexander Skarsgard está em casa. Sua versatilidade é posta mais uma vez a prova: depois de interpretar magnatas e pessoas mais franzinas, retorna mais entroncado do que em “A Lenda de Tarzan” de 2016. Sua origem sueca ajuda em muito o personagem Amleth: tanto no linguajar rebuscado de época quanto no sotaque. Os demais estelares como Nicole Kidman e Ethan Hawke poderiam tranquilamente serem substituídos por cachês mas baixos. Já o mesmo não se pode dizer do fantástico Willem Dafoe e da sempre excelente Anya Taylor-Joy.

“O Homem do Norte” traz uma versão mais amena de Eggers e ao mesmo tempo uma aventura de vingança atraindo público mais interessado em sangue e ação do que propriamente cinema além do entretenimento básico.

mar 142022
 
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Mas são três horas de filme… e veria novamente se tivesse a oportunidade. “The Batman” não é diferente de muitos filmes de heróis que você já assistiu. Mas é bem diferente daqueles filmes do Batman que já foram feitos. Se existe alguma dúvida em ir ao cinema e esperar o “streaming”, pode ir ao cinema sem medo de se arrepender.

Existiam muitas dúvidas sobre a interpretação do purpurinado vampiro de “Crepúsculo” como o mascarado da DC: Robert Pattinson cumpre seu papel como homem-morcego e tira as dúvidas dos mais aficionados quanto a interpretação. Ele pode em alguns momentos não representar tão bem Bruce Wayne, mas surge bastante eloquente sobre a capa. Até porque estamos acostumados a ver o herói já formado e certo de seus compromissos enquanto o novo filme de Matt Reeves traz o morcegão em seus primeiros anos como o vingador de Gothan.

Um dos pontos fortes em “The Batman” é o roteiro: firme e decidido, para cada fala e a cada “plot twist” (que não são poucos) os motivos/razões são fechados e não deixam pontas soltas conseguindo ainda finalizar a trama deixando rastros para um próximo episódio. As caracterizações também são um ponto forte: Zoë Kravitz e Colin Farrell dão as cartas com atuações primorosas, fazendo saber o motivo de terem sido escolhidos: convencem. Não apenas eles, mas todo o elenco convence. Cenas de ação e lutas são bem coreografadas e faz o espectador duvidar dos próximos passos.

Paul Dano é uma das atuações a parte: não existe tempo ruim com ele, e o “Charada” é não é diferente. Pegando ganchos de outras atuações como em “Ruby Sparks”, “Os Suspeitos” e “Okja”, faz um vilão muito longe da caricatura tenebrosa se Jim Carrey. Outro ponto importante: “The Batman” flerta com realidades que excepcionais de hoje como redes sociais e o anonimato. Tão séria questão nos dias de hoje fora abordada de forma tão certa e ao mesmo tempo tão séria que pode não ser valorizada. Engraçado como as coisas sérias e pragmáticas podem ser duvidosas hoje, não? Mas não devemos entrar no mérito da questão.

Mas no contexto geral, “The Batman”’ ainda pode ir bem mais além em se tratando de uma trilogia: (spoiler) imaginamos outros vários super vilões para os próximos filmes, porém nada tão esperado como o “Coringa”, que faz uma ponta (ainda não declarada pela produção) como o grande artífice das próximas sequências. Mas será difícil alguém como Barry Keoghan bater interpretações icônicas como Jack Nicholson e/ou Joaquim Phoenix. Mas quem esperava isso de Heath Leadger, chegando a carregar o Oscar (ainda que póstumo)?

Só os próximos capítulos dirão…

fev 172021
 
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Segundo o escritor alemão Goethe, todos os fatos marcantes da vida provém de traumas: desde o sofrido nascimento de um ser humano, passando pelas fases de aprendizado para que consigamos a duras custas entender o significado de sobrevivência e ainda assim também esperar o final da existência e torna-la menos sofríveis. Mas e quando um determinado trauma é para sempre? Violência, humilhação, eternos desconfortos… Existe alguma forma de exterminar em definitivo essa dor permanente?


Vivendo nos Estados Unidos, Maja (Noomi Rapace) tem sua família formada. O marido Lewis (Chris Messina) e o filho Patrick formam o estereótipo de felicidade. Porém ela não consegue esquecer e se livrar dos horrores sofridos em sua terra natal durante a Segunda Guerra. Insônia e antidepressivos são constantes. Em um rompante desespero ela sequestra seu vizinho, sem ter a certeza de que realmente foi ele seu torturador no passado.


O filme é tenso. O tempo inteiro existe a dúvida sobre as atitudes dos protagonistas e para qual caminho o roteiro seguirá. Noomi Rapace ficou conhecida no já cult sueco “Os Homens Que Não Amavam As Mulheres” e vem emplacando atuações de tirar o fôlego, sempre intensas e convincentes sendo na maioria das vezes personagens perturbados e de difícil interpretação. Coisa que não acontece com o apático “Lewis”. Sua sintonia acaba acontecendo com seu algoz (e também sueco) Joel Kinnaman – que consegue fazer um papel quase duplo até o desfecho. 

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Algumas lacunas são observadas no decorrer do longa: se você está acostumado a filmes de investigação ou se ater aos detalhes da produção e continuidade, vai perceber logo. Porém acabam por não terem tanta importância sendo que a trama (ainda que não seja tão atribulada quanto outros do gênero) acaba por prender o espectador até o final. Um ponto forte é a ambientação na América pós-guerra, desde indumentárias, paisagens, diálogos e até gírias e gestos nos transportam a época então. Também os “flashbacks” em preto e branco fazem uma ponte bastante sinuosa, que vai se estreitando com o andar do longa e elucidando boa parte da estrada em seu final. Outro detalhe interessante são as cores vibrantes quando os diálogos se tornam quase um embate psicológico – bela sacada! 


No final das contas é um excelente entretenimento. Dependendo da visão e expectativa frente a tela, pode se tornar mais um exemplar dos horrores da guerra e suas consequências até hoje. Ou ainda apenas mais um jogo de informações onde não se tem o resultado ideal – mas proveitoso.

Disponível também no “Amazon Prime”.

nov 032018
 

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Visceral é a palavra que descreve bem “Nasce Uma Estrela”.

Apesar de ser um remake, o filme estrelado por Bradley Cooper e Lady Gaga avassala corações e os mais sensíveis neste “quase” drama musical. Ainda que olhos estivessem atentos e bocas ficassem tortas antes da estréia, nas primeiras cenas temos crédito o suficiente para entender que teremos um filme inesquecível sentimentalmente.

O famoso cantor e músico Jackson Maine (Cooper) encontra sem querer uma parceira para sua longa e sólida carreira, tanto musical quanto de vida. Sua nova musa Ally (Gaga) entende que essa é sua chance de sair do anonimato. Juntos a trilha do casal é problemática uma vez que ele possue sérios problemas com o álcool e que acabam comprometendo tanto carreiras, quanto vidas.

Logo nas primeiras cenas temos Ally com uma interpretação própria de “La Vie En Rose” da diva Edith Piaf em uma boate burlesca. Há dúvidas quanto a sua versão do clássico, mas não há dúvidas quanto ao talento de Lady Gaga como cantora. Sua versão atriz é boa, mas não verossímil e deixa escapar que é esforçada, mas não performática o suficiente para um papel tão intenso. A primeira opção para o papel seria de Beyoncé, que não conseguiu assumir o papel em prol de outros compromissos.

Em contrapartida Bradley Cooper é a cara da verdade. Um papel duro e com uma amargura profunda e sofrida que se consegue sentir nos primeiros momentos e também na voz embargada do ator (que canta todas as músicas). Nas vésperas da estréia do filme o ator falou publicamente de sua drogadição e alcoolismo anos atrás, vivenciando novamente a experiência e que o personagem acabara por se tornar seu alter ego.

A magia funciona não como um casal, mas sim quando entram em cena para colocarem seus prodígios frente aos microfones e ao público. Prepare-se para um oceano de lágrimas e a emotividade a flor da pele. Gaga e Cooper arrancam sorrisos e um choro compulsivo de forma tão fácil quanto quanto se dedilha um teclado escrevendo este texto.

Não há como não sem se emocionar.
E vale cada olhar marejado.

 

 

Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos (2013)

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out 022013
 

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Uma menina adolescente descobre que pode ver pessoas imaginárias e que dela depende toda sobrevivência de uma raça. Seus pais biológicos não são aqueles que ela sempre imaginou, e que seus grandes amigos e aliados são lobisomens e vampiros. Será uma trilogia em que a personagem principal é apenas uma metade humana. Já viu esse filme? Pois eu também. Se você acha que estava ruim e não podia piorar…… errou! Em “Os Instrumentos Mortais” o que era ruim, ficou ainda pior! Mais uma tentativa frustrada de trilogia teen para tentar angariar fãs reclusos da última saga. Uma colcha de retalhos mal costurada, onde frases adolescentes são confundidas com piadas ocultistas e sem sentido. Onde sotaques dos personagens ingleses e americanos tem uma mistura francesa. Uma trupe de góticos com armas de vidro e borracha se debatem com magos, em uma festa rave acrescida de uma versão homoafetiva de Edward Cullen. Confuso? Pois entre um bocejo e outro no cinema, comecei a reparar nos rostos dos espectadores para entender se apenas eu conseguia entender aquele fiasco de produção: os “sorrisos” e comentários de decepção estavam espalhados e generalizados. Na saída do cinema em meio ao borburinho, escuto uma conversa que resume a obra: “– Amor, quanto tempo perdemos de nossas vidas nessa sala de cinema?”

O Tempo e o Vento (2013)

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set 302013
 

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Sempre que se lê ou se assiste as obras de Érico Veríssimo, é chover no molhado. O acerto é inevitável, ainda mais quando a estréia se coloca no vinte de setembro: data máxima no estado do Rio Grande do Sul. A história fascinante dos Terra Cambará é contada de forma bastante lúcida e clara, retratando a mescla de história e fantasia relatada pelo original do autor: ainda que fracionada somente no tomo Continente. Na obra de Jayme Monjardim, “O Tempo e o Vento” tem início, meio e fim: contada de forma bastante fidedigna agrada em cheio ao público local e chega a emocionar quem sai uma vez por anos de seu pago para assistir a uma obra bairrista. Mas fato é que o diretor não inova, ainda que acerte muito na iluminação e tenha a fotografia como seu ponto forte, a obra vai morosamente mostrando que em pouco diverge de outras grandes obras do cinema nacional. A atuação do ator Tiago Lacerda não é exagerada e acaba convencendo como o anti-herói Capitão Rodrigo (outrora também muito bem feito por Tarcísio Meira), bem como a sempre bem Fernanda Montenegro. O diretor também se apega a atores gaúchos para que o elenco ganhe força e também busca Tabajara Ruas (que é um excelente montador) para o roteiro, mas não tenho certeza de que o filme irá emplacar em nível nacional… só as bilheterias dirão. O único detalhe é que a obra não consegue se desgarrar no tom novelesco global…

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Masters of Sex – Piloto

 Bruno Spotorno Domingues, Masters of Sex  Comentários desativados em Masters of Sex – Piloto
set 302013
 

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Série sobre “os pioneiros da ciência da sexualidade humana”, Masters of Sex parece  interessante até agora. É estranho ver o excelente Michael Sheen (o Tony Blair de The Queen e The Special Relationship ou ainda o David Frost em Frost/Nixon) sem seu sotaque Britânico, mas á sem dúvida um dos melhores atores Ingleses da atualidade (na verdade ele nasceu em Wales, mas tudo bem). Lizzy Caplan também está muito bem, este pode ser o papel que sua carreira precisa.

Link para o IMDb

Oranges – A Filha do Meu Melhor Amigo (2011)

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set 302013
 

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Não é de admirar que Julian Farino tenha apenas dirigido seriados sem expressão, pois em “A Filha do Meu Melhor Amigo” (filme já lançado em 2011 lá fora e sem promoção alguma) não há diferente comoção. Aprendi a desconfiar, de quando um bom elenco é colocado em um filme sem apelo comercial, emotivo ou desdenhado de promocionais, não deslancha. A tentativa de um elenco maduro com Hugh Laurie (o ete…rno House) e Oliver Platt como os pais de duas famílias típicas, não faz muita diferença para um roteiro batido e com uma tentativa de comédia que não consegue alcançar sequer um singelo sorriso. Dirá gargalhadas. A presença de Leighton Meester em nada ajuda no papel de uma filha desgarrada, que volta para o seio da família. Não há nem ao menos um “sex appel” para cativar o público, ou ainda seduzir o próprio personagem. A narração é feita pelo personagem de Alia Shawkat que se traduz como água: inodora, insípida e incolor. Nem comédia, nem romântico, nem uma coisa nem outra. Nem mesmo pode ser chamado de descartável, pois ainda assim para esses, a embalagem ainda chama atenção…

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A Sorte em Suas Mãos (2012)

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set 302013
 

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O músico Jorge Drexler surgiu para o mundo com a música “Al Otro Lado Del Rio” no filme “Diários de Motocicleta” e arrebatou o Oscar de melhor canção. Na entrega do prêmio, viu-se que algo a mais existia naquela figura que quebrou o protocolo da cerimônia e cantou frente a uma platéia de ilustres fatiotas embasbacados. Pois realmente ele é “o cara”, e prova mais uma vez em “A Sorte em Suas Mãos” interpretando um jogador compulsivo e conquistador barato. Uriel trabalha em uma casa de câmbio em Buenos Aires ao mesmo tempo que tem alguns ganhos extra com o carteado e aplicações financeiras, até que resolve que é hora de fazer uma vasectomia, uma vez que já mora sozinho com dois filhos pequenos. A viagem une o útil ao agradável: fará o procedimento em meio a um torneio de pôquer. Porém neste meio tempo reencontra a ex-namorada que pode ser (ou não) a mulher de sua vida. A única maneira de ganhar alguma coisa em toda sua estrada sempre foi com os blefes de cartas: porque agora seria diferente? O roteiro simples e inteligente nos remete a importância dos detalhes e que as pequenas coisas fazem uma grande diferença, e que as vezes contar com o imprevisível (e acreditar nele) é o que realmente vale a pena. Também as relações familiares são bastante focadas (tanto quanto os outros filmes do mesmo diretor) tanto quanto o amor pós-balzaquiano que acaba por emergir entre o casal. As relações paralelas e complicadas (ex-marido / filhos / mãe / colegas) fazem o contraponto da graça e o alicerce de opiniões, onde buscam entender o que realmente acontece em suas mentes e corações. Ainda assim, entre o turbilhão de informações e de trejeitos entre os bem montados personagens, e ainda de quebra conseguimos vislumbrar “La Trova”: o universo musical vindo da cidade de Rosário. Uma rara surpresa dentre tantos blockbusters sem sentido.