jan 082016
 
Author Rating / Nota do Autor:

Cinezone Poster - Creed

O filme nos conta a história de Adonis (Michael B. Jordan), filho bastardo do ex-pugilista Apolo Creed, que luta
(literalmente) para se livrar do estigma de carregar consigo a genética e a sombra do pai campeão. Mas o boxe está no sangue, e mesmo que tente se afastar dos ringues, não consegue fugir da história que o cerca seja pela insistência de sua madrasta (ex-esposa de Apolo, que o adotou), ou ainda pelo própria alma que parece clamar buscar do esporte mesmo que intuitivamente. Sendo assim ele resolve procurar o já velho Rocky Balboa (Stalonne), ex-lutador com quem o pai tinha grande amizade e já havia dividido muitas vezes a lona para que o treine e o leve a disputar competições.

A habilidade de Silvester Stalonne em conduzir prequels ou spin-offs realmente é digna de aplausos. O filme se reporta em muitos momentos ao primeiro filme da franquia, onde o lutador vindo de uma classe mais baixa e tentando encontrar seu lugar na sociedade usa os punhos para conquistar sua liberdade, porém em “Creed” o lutador tem o estigma do pai e procura encontrar seu lugar no mundo sem que a sombra o acompanhe. As diferenças tecnológicas são o grande diferencial entre as obras: onde Rocky assistia os “tapes” de seus adversários, hoje Adonis acompanha as lutas diretamente do Youtube ou ainda em um tablet – mas existem detalhes peculiares que são cuidadosamente colocados nestes flancos que o público mais sensível se dará conta: na projeção das lutas em uma parede o ator se coloca ora no lugar de Apolo, ora no lugar de Balboa deixando a percepção de que não há uma certeza absoluta de onde sua raiva será desferida. O então coadjuvante Stallone já está velho e os sintomas de que a idade está chegando são explícitos (em cenas que chegam a ser cômicas), como quando ele cria um treino e o passa a Adonis, e ele por sua vez diz que não precisa se preocupar pois ele já o “guardou na nuvem” deixando o “Garanhão Italiano” sem ação.

Para quem acompanhou a franquia também fica um gosto de nostalgia pois a trilha sonora é uma mixagem dos velhos clássicos como “Eye Of The Tiger” com novas composições. Também antigas locações são revisitadas e algumas cenas reproduzidas com uma nova roupagem e deixando claras a ligações com os filmes anteriores. Também estão presentes outros ingredientes que fazem com que a viagem seja digna e interessante como já em outros tempos fez com que milhares de espectadores fossem ao “ringue” e hoje façam o mesmo, motivados pelo novo.


 

Link para o IMDb

fev 102015
 
Author Rating / Nota do Autor:

TMPC_Unbroken

 

 

Talvez por algum motivo especial, em uma determinada época, vários filmes com o mesmo tema são lançados parecendo até coisa combinada. Neste caso o mote da vez são as histórias verídicas sobre guerras e suas sempre danosas consequências.

No caso de “Invencível” (Unbroken) a regra de se contar uma história bastante linear e nos padrões de outras já contadas, parece temerária e as vezes até medrosa. A então diretora Angelina Jolie simplesmente seguiu a regra e os pontos básicos para não errar. Porém, também não acerta.

O filme nos apresenta a história de Louis Zamperini, filho de imigrantes italianos nos Estados Unidos, que desde cedo parece ter um destino fácil aos estrangeiros da época: álcool, cigarros e uma pré-disposição para confusão. Porém em uma guinada do destino, descobre que pode correr muito rápido e ajudado pelo irmão chega a incorporar a equipe de atletas da escola, e até disputar uma olimpíada. Porém a guerra chega e o sofrimento começa, sem ter cor, raça, crença ou piedade para qualquer um.

O que uma grande história podia trazer, “Invencível” traz. Porém não empolga em momento algum. Histórias paralelas rasas e que se limitam tão somente a contar sem se aprofundar e, em vezes se tornando até mesmo clichês sem necessidade. O ator Jack O´Connel (um ilustre desconhecido) não acrescenta em nada o personagem e chega em determinados momentos a se tornar sem expressão. As cargas emotivas poderiam ser o grande trunfo uma vez que batalhas são sempre fortes nas telas. Mas existem muitos pecados no filme, inclusive com erros de continuidade inadmissíveis (náufragos em um bote, em meio ao oceano por mais de quarenta dias com a barba perfeitamente feita, por exemplo). Realmente não é de admirar ter sido preterido pela premiação no Globo de Ouro.

É valido assistir pelos fatos históricos paralelos e também pela história de vida do atleta que, debaixo de sofrimento e maus tratos nunca esmoreceu. Também pela curiosidade de Zamperini ter assistido ao filme já finalizado somente no dia fatídico de sua morte, acamado e debilitado, no laptop da própria diretora Jolie.

Na dúvida entre tantos filmes de guerra este início de ano, a sugestão é “Uma Longa Viagem” (The Railway Man) com Colin Firth e Nicole Kidman em que apresentam uma história extremamente semelhante (quase igual) e com um roteiro fraco, porém com atuações valem o interesse.

 

Link para o IMDb

Rush (2013)

 Ação, Biografia, Daniel Arrieche, Drama, Esporte  Comentários desativados em Rush (2013)
set 232013
 

1237624_10202135752781272_1409573678_n

O primeiro grande trunfo de “Rush” é a semelhança física que existe entre os protagonistas Chris Hemsworth e Daniel Bruhl que representam James Hunt e Nikki Lauda, respectivamente. Após aparecer como “Thor” para os cinemas, Chris faz seu papel mais insinuante e de respeito, também nas mãos do experiente Howard. E Daniel para quem não lembra de “Adeus, Lenin!” traz um austríaco típico, com a segurança suficiente para emocionar público e o próprio herói da fórmula um, que diz ter chorado após assistir a obra. Um verdadeiro deleite para os fãs do esporte. Não sou tão ligado no esporte ou patrocinadores e nem acordava cedo para assistir as corridas, porém não há como se emocionar com uma história bem contada e com a medida certa, misturando cenas produzidas com as reais da década de setenta. À vezes não conseguimos identificar o que é real ou não, tão perfeita a sincronia montada pelo editor. Nas cenas de corrida (em especial a última) você pode sentir o ronco dos motores e até a chuva batendo no capacete. Para quem não é conhecedor da história, é o encaixe perfeito de entretenimento do cinema e a rivalidade da Fórmula 1.

Link para o IMDb

O Lutador (2010)

 Biografia, Daniel Arrieche, Drama, Esporte  Comentários desativados em O Lutador (2010)
nov 082011
 

url

Definitivamente “The Fighter” faz jus a todos os premios em que concorre… e será pouca injustiça caso ganhe todos. Mais um daqueles filmes em que você acha que vai ver “apenas mais um filme de luta”, talvez como o ultimo de Rourke, ou Stallone, mas a surpresa vem se apresentando gradativa, e aos poucos o espectador vai se envolvendo com o drama de Dick (Bale) contra o crack, as brigas em família, as decepções do próprio Micky (Wahlberg) em relação ao caminho que escolheu. A fabulosa Charlene (Amy Adams, de uma beleza estonteante) faz o peso da balança pender muitas vezes para o seu lado, e rouba as cenas, fazendo com que realmente se acredite que ali não está uma atriz, mas sim a própria personagem, sem máscaras. Como diz o cartaz promocional: “o melhor filme de boxe, depois de Rocky”. P.s.: pela primeira vez invejo Wahlberg desde os “New Kids…”.

Link para o IMDb