mar 242015
 
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A visão cruel e verdadeira de uma portadora do Mal de Alzeihmer, interpretada de forma brilhante e irrepreensível por Juliane Moore, traz em “Para Sempre Alice” um retrato do que a doença é capaz, de como conviver com ela e um principalmente de como conviver, com quem convive com ela.

A história nos traz Alice Howland, renomada professora e palestrante em universidades americanas e especialista em linguagem, começa a apresentar aos cinquenta anos os primeiros sintomas da doença, onde começa a esquecer o caminho de casa, coisas muito comuns ao dia, assim como as palavras: a arte que dominava como ninguém.

De todo o drama apresentado pelo diretor Richard Glatzer (que veio a falecer dias depois da cerimônia do Oscar, que rendeu o prêmio de melhor atriz) temos as reações da família, do marido (muito bem interpretado por Alec Baldwin), dos amigos e colegas de trabalho em relação ao desconhecimento e a desconstrução vagarosa de uma pessoa que até então conheciam.

Ainda temos a relação de lecionar em universidades e saber que aos poucos irá perder tudo o que foi conquistado e talvez o mais importante, a identidade de ser o que é, e ainda no que se tornará.

Um drama impossível de não se emocionar. O mérito está em conseguir demonstrar de forma sutil, as posições tomadas e a visão de cada um dos que convive com Alice, com opiniões divergentes e ao mesmo tempo juntos com o mesmo objetivo de ajudar a quem sempre também os ajudou a serem o que são. O processo inverso do aprendizado e a decomposição cerebral são cruéis a medida que os relatos vão sendo expostos.

Como já cantava Caetano Veloso na música “O Dom de Iludir”: “…cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é“. Nada, nem ninguém pode ser julgado ou criticado por sua natureza, sem que se conheça o âmago de um ser. Conhece-lo? Impossível. Impossível é se manter incólume a esta história de vida.

 

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Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 (2014)

 Blogger, Bruno Spotorno Domingues, Daniel Arrieche, Ficção Científica  Comentários desativados em Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 (2014)
nov 242014
 
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O final do segundo filme da trilogia “Jogos Vorazes” deixou lacunas e uma enorme expectativa sobre o desenrolar dos fatos, quais os sobreviventes e quem estava do lado de quem. Neste terceiro filme acompanhamos uma mudança sistemática tanto de Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) quanto dos demais personagens. Em especial o insosso Peeta Mellark, que capturado pela Capital, se mostra claramente a favor da ditadura liderada pelo “general” Snow. A trama se faz necessária para que os fins se justifiquem e os jogos apenas passam realmente a ser pretexto para uma dominação mundial. Pois assim como em Matrix, Spartacus, Guerra nas Estrelas dentre tantos outros mais importantes para a filmografia mundial, a plebe se revolta e se une contra o império dominador, desta vez liderados pela Presidente Alma Coin (nome bastante sugestivo) que resolve entrar de vez na batalha juntamente com seu exército pensante. Mas a batalha maior é como convencer o povo dos distritos a entrar em uma guerra que sempre perderam: a imagem de uma heroína que lhes mostrará o caminho e fará emocionar (mediante a uma propaganda bem feita) a ponto de motivar até o mais pacato cidadão. Literalmente Jennifer Lawrence leva o filme nas costas com uma atuação digna de destaque como sempre, apesar dos reforços de elenco (Woody Harrelson, Phillip Seymour Hoffmann, Natalie Dormer (de Game Of Thrones) e também Julianne More) tudo fica para ser decidido no episódio final. A ideia de uma saga séria e composta de detalhes contemporâneos só será realmente interessante e válida neste ponto, se finalizar da mesma forma: com idéias e ideais de um contexto simples e didático. Aguardemos o desfecho em novembro de 2015.

 

 

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Carrie (2013)

 Blogger, Daniel Arrieche, Suspense  Comentários desativados em Carrie (2013)
dez 172013
 
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Há quem diga que clássicos não devem ser mexidos, revirados ou revisitados. Há quem torça o nariz para os “remakes” ou para as novas tentativas de fazer com que mais do mesmo seja sucesso. Casos como as refilmagens de “A Morte do Demônio”, “Psicose” e “Footlose” nunca deveriam ter saído do papel pois além de não acrescentarem NADA a obra inicial, ainda ameaçam desmitificar um clássico que não por acaso fora colocado nas mãos de diretores certos como Sam Raimi e Hitchcock. No caso da refilmagem de “Carrie” (primeiro romance do mestre Stephen King) não é muito diferente… a história se repete: a adolescente que é moralmente atormentada e punida pela própria mãe para que siga conceitos religiosos e que acaba sofrendo bulling na escola pela falta de conhecimento. Porém a jovem tem um estranho poder de telecinese e que desenvolve contra aqueles que a oprimem. A atriz Chloe Grace Moretz (que foi escolhida claramente por sua atuação na versão americana de “Deixe Ela Entrar”) é bastante esforçada e ao lado da veterana Julianne Moore, mas não consegue convencer: como já li em outras críticas, ela mais parece uma X-Men ciente e abusando de seus dotes, do que como uma atormentada problemática. A Carrie White de 2013 não é oprimida. Este não é um filme de terror. Nem mesmo de suspense. É apenas uma história que não deve ser contada de novo.

Compare aqui as produções de 1976 e 2013.

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Amor a Toda Prova (2011)

 Comédia, Daniel Arrieche, Drama, Romance  Comentários desativados em Amor a Toda Prova (2011)
nov 142011
 

Um clichê atrás do outro. E o melhor: sem ser clichê. Não consigo rotular este filme como comédia romântica ou como drama existencial, ou ainda como familiar. É filme de roteiro bem escrito e burlescamente inevitável com cenas inesperadas e outras nem tanto. Onde incrivelmente se vê Steve Carel em um papel dramático e Marisa Tomei descabidamente cômica. A primeira cena define a trama com a separação do casal, antes juntos por 25 anos e agora enfrentando situações difíceis e peculiares ao fim de um longo relacionamento. Preste atenção na sutileza dos detalhes e será impossível não se colocar no lugar de algum personagem: Julianne Moore, Kevin Bacon (quase um ponta) e Ryan Gosling (no máximo esforçado) fecham a “intrépida trupe”. Um filme que surpreende pela agilidade sem ser mais do mesmo. Ah! E não esquece de agradecer a escolha da trilha sonora!