jan 272016
 

Cinezone Poster - Pressagios De Um Crime

Consolo – substantivo masculino: que consola; conforto; lenitivo; consolação.

Este deveria ser o título original e traduzido para o português de “Solace“, novo thriller psicológico estrelado por
Anthony Hopkins. Não há como entender a intervenção brasileira em adaptar os títulos para cinema uma forma qualquer, imaginando que a bilheteria terá melhor rendimento. E tem?

Um serial killer está a solta. Vários assassinatos cometidos silenciosamente e da mesma forma tem acontecido deixando o FBI sem saída, a não ser buscar a ajuda de um médium para ajuda-los a solucionar todo o mistério. Uma ideia interessante e atores do primeiro escalão, mas com uma condução batida e sem surpresas ao longo de toda a história. A intenção original era fazer uma sequência de “Seven” com um dos policiais adquirindo poderes paranormais, mas a negativa na hora certa do diretor David Fincher fez com que isso não acontecesse. O brasileiro Afonso Poyart que explodiu no cinema brasileiro com o experimental (e muito bom) “Dois Coelhos” entra na contramão dos excelentes diretores brasileiros sugados por Hollywood, e acaba fazendo um filme superficial e previsível.

Impactante nas primeiras cenas e interessante até a segunda página, “Presságios de Um Crime” começa mal já no poster, onde entrega vilão e mocinho antes mesmo da estréia. Com frases de efeito e personagens caricatos, o filme vai se mostrando tão enfadonho como qualquer outra produção que não quer compromisso com o público. O roteiro acaba de confundindo com a tentativa de efeitos visuais que mais atrapalham do que ajudam. Da metade em diante não melhora: muito pelo contrário. As cenas de perseguição (típicas da “Sessão da Tarde”) que beiram o patético, onde pode se ver claramente bonecos dentro dos carros durante as colisões. A “pá de cal” vem com um grand finale de “low bullets” desnecessários, fazendo com que os Wachowski se envergonhem da própria criação e da possível lembrança da trilogia “Matrix“. Até existe a tentativa de um drama bem conduzido, deixando os personagens mais interessantes e com uma premissa bem mais açucarada, mas a condução confusa tentando a superação acabam estragando uma boa ideia.

Um grande elenco em um filme pra lá de mediano. Um diretor sem momento para grandes filmes e um desperdício de tempo que, em mãos certas fariam muita diferença. É o que serve de “consolo”.

 

 

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A Hora do Espanto (2011)

 Comédia, Daniel Arrieche, Terror  Comentários desativados em A Hora do Espanto (2011)
nov 142011
 

Quem estava esperando uma apresentação próxima a “Hora do Espanto” de 1985, pode gostar desse remake com Colin Farrell no papel do vampiro Jerry. Um pouco mais de tecnologia aqui, umas pitadas de inovação ali e se perde parte da sessão remember… explico: o caçador de vampiros que apresentava o programa de telvisão no estilo “Além da Imaginação” de ontem, hoje é um egocêntrico e gigolô, que usa peruca e piercing, beberrão e de calça colada. Já os adolescentes medrosos usam cameras infra-vermelho, tem contas no Twitter e Facebook e apenas receio de encarar uma realidade alternativa, enquanto os anteriores se borravam da lenda de Bram Stocker, sendo que contavam apenas com câmeras fotográficas, algumas revistas em quadrinhos e livros empoeirados. O vilão hoje é um “bad boy” que sente o cheiro de fêmeas no cio, gosta de Budweiser, tem uma pick-up tunada, morando em um condomínio fechado, e que não lembra em nada o anterior, sombrio e charmoso Chris Sarandon (preste atenção na ponta em que ele participa da cena na estrada). Quem não viu o clássico oitentista pode gostar dessa produção (bem feita), porém quem é fã dos velhos tempos pode não reconhecer nem a si mesmo… Ah! Se puder não entre na sessões 3D (argh!), pois além de mais caras perdem a nitidez de um filme rodado exclusivamente a noite. Fica a dica.

Quero Matar Meu Chefe (2011)

 Comédia, Crime, Daniel Arrieche  Comentários desativados em Quero Matar Meu Chefe (2011)
nov 092011
 

Taí um filme que fui assistir completamente por acaso e sem pretensão nenhuma de ser um bom divertimento, apesar de contar com um belo elenco. Ultimamente está bem difícil de aparecer uma comédia que realmente faça rir, com situações que, de alguma forma lembram o cotidiano. Kevin Spacey como o sociopata está perfeito, fazendo do humor negro seu principal atributo. Colin Farrell é o fanfarrão viciado em cocaína, prostitutas e kung-fu, enquanto Jennifer Aniston… bom… está “melhor ainda”. E os três patetas (quase desconhecidos) que protagonizam toda baderna conseguem extrair ainda mais gargalhadas que os astros já consagrados. Isso sem falar do Jamie Foxx. Vai lá… paga o ingresso que vale a piada.

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