mar 142022
 
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Mas são três horas de filme… e veria novamente se tivesse a oportunidade. “The Batman” não é diferente de muitos filmes de heróis que você já assistiu. Mas é bem diferente daqueles filmes do Batman que já foram feitos. Se existe alguma dúvida em ir ao cinema e esperar o “streaming”, pode ir ao cinema sem medo de se arrepender.

Existiam muitas dúvidas sobre a interpretação do purpurinado vampiro de “Crepúsculo” como o mascarado da DC: Robert Pattinson cumpre seu papel como homem-morcego e tira as dúvidas dos mais aficionados quanto a interpretação. Ele pode em alguns momentos não representar tão bem Bruce Wayne, mas surge bastante eloquente sobre a capa. Até porque estamos acostumados a ver o herói já formado e certo de seus compromissos enquanto o novo filme de Matt Reeves traz o morcegão em seus primeiros anos como o vingador de Gothan.

Um dos pontos fortes em “The Batman” é o roteiro: firme e decidido, para cada fala e a cada “plot twist” (que não são poucos) os motivos/razões são fechados e não deixam pontas soltas conseguindo ainda finalizar a trama deixando rastros para um próximo episódio. As caracterizações também são um ponto forte: Zoë Kravitz e Colin Farrell dão as cartas com atuações primorosas, fazendo saber o motivo de terem sido escolhidos: convencem. Não apenas eles, mas todo o elenco convence. Cenas de ação e lutas são bem coreografadas e faz o espectador duvidar dos próximos passos.

Paul Dano é uma das atuações a parte: não existe tempo ruim com ele, e o “Charada” é não é diferente. Pegando ganchos de outras atuações como em “Ruby Sparks”, “Os Suspeitos” e “Okja”, faz um vilão muito longe da caricatura tenebrosa se Jim Carrey. Outro ponto importante: “The Batman” flerta com realidades que excepcionais de hoje como redes sociais e o anonimato. Tão séria questão nos dias de hoje fora abordada de forma tão certa e ao mesmo tempo tão séria que pode não ser valorizada. Engraçado como as coisas sérias e pragmáticas podem ser duvidosas hoje, não? Mas não devemos entrar no mérito da questão.

Mas no contexto geral, “The Batman”’ ainda pode ir bem mais além em se tratando de uma trilogia: (spoiler) imaginamos outros vários super vilões para os próximos filmes, porém nada tão esperado como o “Coringa”, que faz uma ponta (ainda não declarada pela produção) como o grande artífice das próximas sequências. Mas será difícil alguém como Barry Keoghan bater interpretações icônicas como Jack Nicholson e/ou Joaquim Phoenix. Mas quem esperava isso de Heath Leadger, chegando a carregar o Oscar (ainda que póstumo)?

Só os próximos capítulos dirão…

maio 272017
 

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O mundo anda realmente muito chato. Para tudo que se fala ou que se escreve, deve se tomar cuidado para não ofender aquelas que se imaginam as menos favorecidas dentro de uma sociedade. Talvez até sejam. Ou são. Cada palavra dita ou frase feita pode repercutir da forma mais negativa possível. A própria palavra “negativa” pode ter uma conotação errônea onde grupos étnicos podem se sentir invadidos ou ofendidos por meras oito letras empregadas. A chatice é colocada em sério risco quando“Get Out” ou (em um português tosco) “Corra!” estréia nos cinemas. Sim! É um filme de suspense e terror, mas pode e transita facilmente do humor negro às piadas impróprias, chegando a deixar o público embasbacado até o final da sessão.

Tudo começa quando Chris (Daniel Kaluuya), um jovem negro é convidado a visitar os pais de sua namorada (de expressões quase arianas), em uma propriedade mais afastada do grande centro. Chegando lá se depara com uma tradicional família (quase) ortodoxa americana. A família se mostra aconchegante e tentando fazer o máximo para que seu convidado se sinta o mais a vontade possível, uma vez que ele é o cara que está tendo “isso”, já quatro meses com sua filha. Mas existe algo de estranho no ar, que Chris não consegue ainda decifrar. Porém durante uma festa na casa, suas desconfianças passam ser certezas. Incredulamente são absurdas e inimagináveis certezas. Quando se é convidado, não quer dizer que se é obrigatoriamente bem-vindo…


A questão do racismo velado é uma verdade e um risco permanente em qualquer lugar. Porém quando um filme se destina ao propósito de denúncia social (ainda que bem humorada), se torna muito mais vulnerável e ao mesmo tempo obrigatório. Porém “Get Out” é ousado e satírico conseguido dosar todos os elementos de um bom filme em pouco mais de 100 minutos na tela. O diretor Jordan Peele consegue ser ácido e fatídico colocando as idéias atuais em um tema bastante batido de forma séria e até perigoso quando se chega ao limiar do absurdo.

O destaque além do protagonista de Chris (Kaluuya) fica por conta do filho do casal Armitage, Jeremy. Interpretado pelo sinistro Caleb Landry Jones, o personagens tem trejeitos que chegam a ser repugnantes, como o típico adolescente mal criado e soberbo. Mas sendo bem trabalhado e pela fisionomia lembrando muito Heath Leadger (Batman: O Cavaleiro das Trevas) arrisco a dizer que este poderia muito bem tentar interpretar o próximo Coringa.

Independente de gostar ou não de cinema, fato é que “Corra!!!” é um daqueles filmes obrigatórios para 2017 – onde só de olhar o poster já se tem noção se consegue ficar tenso e ter até calafrios, dos absurdos que se pode encontrar em tão pouco tempo.

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mar 302016
 

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Cinezone Poster - Batman VS Superman

“Tell me… Do you bleed? You will”. A frase que aparece no primeiro trailer de “Batman Vs. Superman – Down Of Justice” é o chamamento para o considerado embate do século: o prometido confronto entre os dois maiores heróis mais populares dos quadrinhos.

A história gira em torno da discussão da real função do Homem de Aço na sociedade americana e mundial, uma vez que não é regido por nenhuma lei governamental específica tendo em mãos a possibilidade da destruição total do planeta se assim quiser. Sua idoneidade é colocada mais ainda em dúvida, quando Lex Luthor (Jesse Eisenberg) coloca lenha da fogueira questionando qual a verdadeira influência de um “alien”, e qual seu propósito em adotar um lar tão perecível perto do que um dia foi Krypton, chegando a ser chamado de falso deus, e antagonizado por boa parte da população. Toda esta alegoria acaba chamando a atenção do justiceiro Batman, que começa a se interessar pelo assunto e vê a oportunidade de mais uma vez fazer justiça com as próprias mãos.

Esperado como novo rebento avassalador de bilheterias da DComics / Warner, vindo de uma pré-venda melhor que “Deadpool” e “Vingadores – A Era de Ultron” (e quem sabe a melhor abertura de bilheteria até hoje), não conseguiu agradar a todos. Uma vez pela expectativa gerada após um merchandising que acabou ficando exaustivo, mais as negativas iniciais de Ben Affleck como Bruce Wayne e a despeitada Gal Gadot como Mulher Maravilha, juntamente com um roteiro não tão interessante quanto as premissas esperadas pelo bom e esforçado diretor Zack Snyder.

As mudanças adotadas pela DComics após a trilogia de sucesso de Christopher Nolan foram entendidas como um ajuste para uma sequência de filmes interligados, bem como a Marvel o fez, juntando heróis e criando universos paralelos quando necessário fazer mais (dinheiro). As aparições de outros personagens marcantes se tornam perspicazes e pertinentes ao início de uma nova saga.

Cinezone Wall - BvS 02

A agonia dos fãs ao saberem que o canastrão Ben Afleck interpretaria o homem-morcego foi em vão. O ator mostra amadurecimento e faz entender que seus cabelos grisalhos não vieram à toa. Diferentemente de Christian Bale, o novo Bruce Wayne faz um milionário mais sombrio e ciente de seus compromissos, porém ainda atormentado pelo passado trágico ainda advindo do assassinato de seus pais. O ator é um dos que mais leva a sério a história e toda a trama: os próximos prováveis filmes solo dirão o que o presente ainda tende a duvidar. Superman continua o mesmo idealizado no filme de 2013, com o galã Henry Cavill bom moço e ligado a família. Parênteses: um dos fatos que mais me agradam ao assistir e comentar cinema é a quantidade de mensagens subliminares passadas a cada frame, e em “Batman vs. Superman” essa ideia é repetidamente interessante. A associação feita continuamente em “Homem de Aço” como o “salvador da humanidade” se faz aqui em diversos momentos lendo-se Superman como o Cristo libertador da era moderna. As constantes aparições frente ao sol, a ligação direta com a religiosidade, aquele que vem dos céus em uma nave flamejante, e (SPOILER) em uma das últimas cenas sendo carregado nos braços por duas mulheres, faz uma alusão quase absurda a crucifixão inclusive com as cruzes de ferro ao fundo na cena.

Outro personagem que tem seu destaque é Lex Luthor. Interpretado por Jesse Eisenberg, o vilão é um multimilionário filantrópico que em busca de poder tenta destruir tudo aquilo que não consegue alcançar. Com frases prontas de efeito bem colocadas, faz com que o público se divirta e se interesse cada vez mais pelo excêntrico e megalomaníaco. Uma pitada da loucura é muito bem vinda e certeira, fazendo lembrar em momentos até mesmo o melhor Coringa até hoje, Heath Ledger.

Lógico que um filme desta magnitude tem seus erros e acertos, como as pontas deixadas desatadas para os próximos filmes, as nuances de novos vilões estampadas em pichações nas pelas paredes das cidades de Metrópolis e de Gotham, os novos personagens que são brevemente citados dando a entender novas aparições (Aquaman, Flash, Ciborgue, Lanterna Verde, etc), fazem esta obra única, e merecedora de aplausos pela ousadia e pelo afinco como foi colocada nas telas. Palmas. E ansioso pelos próximos capítulos.

 

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The Flash (2014)

 Blogger, Daniel Arrieche, Séries, The Flash  Comentários desativados em The Flash (2014)
out 222014
 

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the_flash_tv

 

A expectativa por mais um dos super-heróis voltar a cena era grande. O seriado “The Flash” que vingava nas telinhas nos anos 90, fazia enorme sucesso entre os adolescentes que (não em raras as vezes) era copiado em brincadeiras de rua, no mesmo patamar de outros tão famosos quanto e que já tiveram seus nomes bem reescritos no cinema como Batman, Homem de Ferro, Capitão América, dentre outros tantos. Pois a frustração logo se faz no episódio de estréia, quando vemos um Barry Allen franzino, atrapalhado e atrasado em seus compromissos, deixando claríssima a cópia descarada de um Peter Parker, porém sem o menor carisma frente ao público. Os episódios seguintes, assim como no primeiro, trazem uma narração ora em primeira pessoa, ora em terceira pessoa confundindo muito. Como se já não bastasse a confusão feita pelo roteirista em tentar explicar “tudo ao mesmo tempo agora” e deixando lacunas difíceis de serem preenchidas ao longo da temporada, como o surgimento da entidade que mata sua mãe ou ainda o real motivo de sua absurda velocidade. A tentativa de trazer o clima dos anos noventa se torna infantil e robotizada fazendo com que o espectador tenha impressão de estar assistindo “Zorra Total”, onde a qualquer momento alguém vai olhar e dar uma piscada para camera, ficando em um jocoso “stand by”. Ainda há a tentativa falha e grotesca (talvez de se salvar uma possível derrota antecipada) de conexão com outros seriados da DC, quando da aparição sem motivo algum do herói da bem sucedida “Arrow“. Realmente uma pena que um belo argumento e um herói de renome seja tão mal-feito e fadado (minha aposta) em não passar da terceira temporada, e não ser cancelada antes apenas pelo carisma do próprio personagem dos quadrinhos. Fica até difícil de comentar da aparição momentânea de John Wesley Shipp como Henry Allen, que já deve ter se arrependido de ter assumido como coadjuvante de um remake tão fraco, talvez até vergonhoso. O melhor talvez seja esperar pelo filme com previsão de lançamento em 2018 e com o já confirmado Ezra Muller (de “Precisamos Falar Sobre Kevin“) no papel título. Realmente uma pena.

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