fev 242015
 
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TMPC_Fury2014

O ator Brad Pitt literalmente veste (a camiseta) o uniforme em “Corações de Ferro” com a demonstração de que pode fazer muito mais do que simplesmente filmes para um público sem cérebro, e que a idade supostamente avançada em nada impede uma excelente figura de ação em um guerreiro (ou um troglodita). A história nos traz basicamente uma tropa militar, que durante a Segunda Guerra Mundial, montado em um antigo tanque de guerra (Fury, que dá nome ao filme), que deve de cumprir missões atravessando o território alemão dominado pelos nazistas de Hitler.

Os ideais são pacíficos, porém a história é extremamente violenta e realista. Os sentimentos de compaixão e perda durante as batalhas são significadas a cada momento buscando explicar muitas vezes o inexplicável: amizades são feitas lentamente e terminadas com uma velocidade tão grande quanto o disparo de um fuzil. Razão e emoção não podem ser confundidos, com a pena de serem eternizadas com profundas marcas que jamais serão esquecidas.

Porém esta é a “marca” principal do filme: a união entre os ocupantes do carro bélico que juntos fazem dele o verdadeiro “tanque” que pode transpor barreiras e invadir sem temer. Uma equipe forte, que de repente recebe o jovem Norman: o paradoxo perfeito entre a estupidez da guerra, os sentimentos da juventude, a desumanização do personagem soldado e a extrema vontade de viver, ainda que em missões visivelmente suicidas. Porém o senso de conjunto e o trabalho em equipe é o sustento da equipe. E do filme.

Viva em conjunto, ou morra sozinho.

O filme ainda conta com um elenco de primeira linha e já acostumado com filmes de guerrilha e ação (Shia LaBeouf, em Indiana Jones / John Bernthal, de Walking Dead), o que traz um suporte sem ser exagerado a produção, o que ajuda bastante.

Um belo filme de guerra. Para ser visto com o coração.

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