Fúria (2014)

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out 242014
 
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Tokarev

 

Ultimamente quando entra um filme novo de Nicolas Cage em cartaz, logo vem a impressão de que apenas mais um caça-niqueis está nas telas. Também tenho este mesmo sentimento de que alguns tiros serão dados, pessoas morrem, carros batem e o vencedor é sempre o mesmo. Pois “Fúria” infelizmente é apenas mais do mesmo. Na película apenas se deduz que o protagonista é um ex-criminoso “reabilitado” (não se sabe como nem quando) e bem visto pela sociedade americana, que tem a filha sequestrada e morta pela máfia russa. Então o pai sai em busca dos responsáveis por tudo, querendo vingança a qualquer preço. Nem que para isso tenha que voltar para a vida marginal. Já vimos isso na franquia “Busca Implacável” com Liam Neeson. Nicolas já teve desempenhos notáveis por “Despedida em Las Vegas“, “O Senhor das Armas“, “A Outra Face“, e no meu preferido “8mm” dirigido por Joel Schumacher. Qual o motivo para filmes tão fracos e blockbusters? Dinheiro?! O roteiro ainda tenta surpreender no final, mas ainda assim não chega a empolgar em momento algum. A propósito: já notaram a quantidade de filmes que incitam a guerra contra os russos (e povos da mesma região do planeta) novamente?! Nada é por acaso. Principalmente na sétima e mais bela das artes.

 

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The Flash (2014)

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out 222014
 
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the_flash_tv

 

A expectativa por mais um dos super-heróis voltar a cena era grande. O seriado “The Flash” que vingava nas telinhas nos anos 90, fazia enorme sucesso entre os adolescentes que (não em raras as vezes) era copiado em brincadeiras de rua, no mesmo patamar de outros tão famosos quanto e que já tiveram seus nomes bem reescritos no cinema como Batman, Homem de Ferro, Capitão América, dentre outros tantos. Pois a frustração logo se faz no episódio de estréia, quando vemos um Barry Allen franzino, atrapalhado e atrasado em seus compromissos, deixando claríssima a cópia descarada de um Peter Parker, porém sem o menor carisma frente ao público. Os episódios seguintes, assim como no primeiro, trazem uma narração ora em primeira pessoa, ora em terceira pessoa confundindo muito. Como se já não bastasse a confusão feita pelo roteirista em tentar explicar “tudo ao mesmo tempo agora” e deixando lacunas difíceis de serem preenchidas ao longo da temporada, como o surgimento da entidade que mata sua mãe ou ainda o real motivo de sua absurda velocidade. A tentativa de trazer o clima dos anos noventa se torna infantil e robotizada fazendo com que o espectador tenha impressão de estar assistindo “Zorra Total”, onde a qualquer momento alguém vai olhar e dar uma piscada para camera, ficando em um jocoso “stand by”. Ainda há a tentativa falha e grotesca (talvez de se salvar uma possível derrota antecipada) de conexão com outros seriados da DC, quando da aparição sem motivo algum do herói da bem sucedida “Arrow“. Realmente uma pena que um belo argumento e um herói de renome seja tão mal-feito e fadado (minha aposta) em não passar da terceira temporada, e não ser cancelada antes apenas pelo carisma do próprio personagem dos quadrinhos. Fica até difícil de comentar da aparição momentânea de John Wesley Shipp como Henry Allen, que já deve ter se arrependido de ter assumido como coadjuvante de um remake tão fraco, talvez até vergonhoso. O melhor talvez seja esperar pelo filme com previsão de lançamento em 2018 e com o já confirmado Ezra Muller (de “Precisamos Falar Sobre Kevin“) no papel título. Realmente uma pena.

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O Protetor (2014)

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out 092014
 
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theequalizer

 

O tipo de filme que americano gosta de ver: um novo herói com um passado obscuro, e que tomado por uma fúria repentina começa a fazer justiça com as próprias mãos. E o diretor Antoine Fuqua sabe como fazer bem feito. Em “O Protetor” ele escala mais uma vez o sempre irreparável Denzel Washington para o papel do mocinho. O Sr. Robert (como é chamado pelos colegas de trabalho) é um cidadão pacato e trabalhador, mora em um apartamento humilde do subúrbio e está sempre disposto a ajudar ao próximo. Insone, tem o costume de ler livros clássicos em uma lanchonete e onde seguidamente encontra a garota de programa Teri, que possui uma relação de trabalho (prostituição) com a máfia russa. O estopim é aceso quando Teri é espancada e internada em um hospital entre a vida e a morte. A caçada de “Bob” começa agora. Não espere um filme onde o roteiro é a prioridade, mas sim a ação e a aventura de mais um justiceiro. Ainda que as cenas sejam bem coreografadas e bem feitas, ainda assim o diretor não escapa dos clichês do tipo: o ator sai caminhando lentamente enquanto uma série de explosões acontece as suas costas, ou ainda a escuridão e os golpes rápidos onde os bandidos são amarrados e não entendem como. Com toda a certeza outros na mesma linha virão a cabeça: Liam Neeson em “Busca Implacável”, Jason Statham em “Carga Explosiva”, e ainda na cena final não há como deixar de comparar com “Stallone Cobra”. Também a presença de Chloë Grace Moretz remete indiretamente ao clássico “O Profissional” com Jean Reno. Ainda existe a tentativa de algumas inserções de frases de efeito do livro “O Velho e o Mar” de Hemingway, e que não sustenta a cena. Mas ainda assim é um filme aprazível e que vale a diversão.

 

 

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Chef (2014)

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out 092014
 
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Filmes autorais são extremamente difíceis de serem aceitos, uma vez que (normalmente) a platéia tem de conhecer o histórico do diretor: vide casos como Woody Allen, Roman Polansky, Karim Aïnouz e até o próprio diretor de “Chef”, Jon Favreau. Mais conhecido por encabeçar a trilogia do Homem de Ferro, desta vez vem com um filme bastante intimista, quase família de tão fofo. Mas não se engane em assistir apenas superficialmente, pois nas entrelinhas o chefe nos diz muita coisa que gostaria de dizer na cara e acaba mascarando engenhosamente nos deixando mais uma boa experiência. O filme nos traz Carl, um chefe de cozinha em um renomado e tradicional restaurante da cidade e que tem uma excelente mão para pratos inovadores. Ele é desafiado por um blogueiro a criar um menu diferenciado em seu restaurante e depois ser servido como prato principal em uma página da web. A conclusão desastrosa dos fatos faz com que Carl tenha uma explosão e tenha que sair de seu nicho de anos. Arrasado e tripudiado nos meios de comunicação como jornais e televisão (e de Internet principalmente), desacreditado e falido financeiramente ele resolve buscar novos horizontes: com a ajuda de alguns fiéis amigos e sua ex-esposa resolve investir pesado em um “food truck”. A história é bem contada e, sem ser muito ambiciosa traz assuntos bem pertinentes como a relação familiar quebrada momentaneamente e remontada frente as dificuldades, a relação pai e filho sendo cada vez mais reajustada graças as mídias sociais como “twitter” e “foursquare”. Porém o que mais evidente fica é a tentativa de diálogo com o próprio cinema e seus mentores: aos gritos, Favreau esbraveja contra a própria crítica que ao invés de simplesmente agredir quem faz a arte tente também faze-la melhor, pois é fácil “meter o pau” sem ao menos saber como se faz. Em outras palavras: ao invés de simplesmente saborear o prato (filme), tente fazer um e entenderá que a menor cena (tempero) pode levar o maior esforço para ser feita. Um bom filme que também conta com coadjuvantes de luxo como Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Dustin Hoffman, Sofia Vergara e John Leguizamo, além da trilha sonora que ajuda bastante!


 

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Magia Ao Luar (2014)

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out 012014
 
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Talvez pela mera falta de informação ou interesse, não sabia que Woody Allen estava nos cinemas com mais uma de suas obras. Imediatamente pulamos do sofá direto para a sala de projeção, um tanto afoito e na espera de mais um protótipo do mesmo diretor interpretado de forma sutil por outra pessoa. Porém a idéia do nova-iorquino lançar sempre um filme por ano (talvez até por exigência contratual das produtoras) pode se tornar bastante desgastante, uma vez que crises criativas não são incomuns. Em “Magia ao Luar” o cansaço pode ser midiático e a mão pode parecer até preguiçosa: mas não deixa de ser Woody Allen. Stanley (Colin Firth) é um ilusionista com uma prática de desmascarar charlatões que é contatado por um amigo para conhecer uma suposta médium (Emma Stone), que tem feito bastante sucesso na região onde mora por seus diferentes talentos. No entanto aos poucos ele vai sucumbindo a beleza e sutileza da menina, começando a acreditar não só nas palavras como também no coração – onde na verdade ele realmente quer encontrar algo (ou alguém) que quebre seus paradigmas e prove que está errado, bem como a provável impostora deseja ser exposta para que seu sofrimento tenha fim. Podemos divagar por horas sobre as atitudes do diretor frente ao seu próprio mundo, e sua projeção nos personagens para falar de si mesmo em todos os personagens – que é marca registrada. Mas o fato é que em determinados momentos o espectador cansa de tantas marcações para que o roteiro destrinche e exista o clímax, até que o filme se torne extremamente chato e massante. Chega a lembrar as críticas de “O Escorpião de Jade” (que particularmente gostei) onde a imprensa escangalhou com o cineasta o levando a refilmar fora dos Estados Unidos novamente. Chato, sim. Allen, sempre.

 

 

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