Clube de Compras Dallas (2013)

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mar 132014
 
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Há quem imediatamente compare “Clube de Compras de Dallas” com o oscarizado “Philadelphia” protagonizado por Tom Hanks. Sim. Há vagas semelhanças entre os dois, a começar pela doença que consome os personagens principais e também pela década em que se passam. Porém os motivos que movem cada obra se distinguem na aceitação dos fatos, e onde cada um deles quer chegar com suas conquistas pessoais. A vida do cowboy interpretado por Mattew McConaughey é a do típico homofóbico que se vê obrigado a juntar-se com demais homossexuais para vencer (em partes) a doença. E vê ali uma razão a mais para viver. Porém o mote da produção é bem mais embaixo, onde em uma história verídica na luta contra o monopólio da indústria farmacêutica, se busca a verdade nos testes de AZT (patenteados) e nas cobaias humanas usadas indiscriminadamente. Sem dúvida alguma foram merecidos os prêmios de melhor ator e coadjuvante, onde ambos fazem o público buscar forças para suprimir a solidão que os mesmos tem dentro de si. Jared Leto (de “Requiém Para Um Sonho“) interpreta sem exageros ou esquisitices um personagem sério e comprometido onde em momento algum deixa vislumbrar o vocalista de uma banda de rock. Um talento só. A direção vai do início ao fim com planos básicos, porém objetivos e o roteiro também sem surpresas vai como um soco bem colocado, direto ao ponto. SPOILER: a cena final lembra, e muito “O Lutador” (com Mickey Rourke) de Darren Aronofsky.

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Robocop (2014)

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mar 112014
 
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Como já dito anteriormente, determinados “remakes” não deveriam sair nem mesmo da prancheta do roteirista, uma vez que acabam por denegrir ou tirar o sentido da produção original. Porém, o “Robocop” de José Padilha é uma livre interpretação dos acontecimentos e desventuras do policial Alex Murphy (diga-se de passagem muito bem incorporado por Joel Kinnaman – conhecido pela adaptação americana do seriado escandinavo “The Killing”) que após um acidente é adaptado em uma máquina para combater o crime. Muito elogiável a ideia do diretor em citar os polêmicos “drones” na segurança americana em um momento em que as próximas votações do senado daquele país já estão dando voz ao assunto. Pós 11 de setembro qualquer tema que trate de segurança nacional é bilheteria garantida. Mas o filme vai bem além disso, ou de muitos tiroteios sem sentido. Em determinado momento são suprimidos de Murphy os sentimentos, o caráter, e algumas memórias para que o policial seja manipulável as vistas da sociedade que, incrédula encontra seu mais novo herói. Segundo Jose Padilha, “Robocop” está mais para Frankenstein do que para qualquer outro super-herói americano. Alex Murphy nunca quis ser o monstro/máquina para qual foi criado. Se quisesse um blockbuster qualquer, o diretor colocaria um ator conhecido de rosto bonitinho e muitas explosões, o que não é o caso do quase anti-herói feito pelo brazuca. A obra também é sensível na interpretação do ótimo Gary Oldman, que faz o mentor e médico responsável pela condução do projeto robô: em uma das cenas, um artista que teve sua mão amputada deve tocar violão com a prótese, quando reclama que não teria a sensibilidade de seus dedos. É imediatamente ajudado pelo cientista: a música vem do cérebro e do coração, enquanto os dedos apenas executam o que lhes é ordenado. Dentre outras tantas questões “Robocop” se faz um filme inteligente e bem feito, buscando esquecer o saudosismo oitentista de quem não tem certeza do que realmente é bom hoje em dia.

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Trapaça (2013)

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mar 072014
 
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Segundo as filosofias de bolso, o que acontece uma vez pode acontecer duas vezes. O que acontece duas vezes fatalmente ocorrerá a terceira. No cinema nem sempre é assim. É o caso do diretor David O. Russel com “Trapaça” (American Hustle). Depois de acertar em cheio com “O Vencedor” e “O Lado Bom da Vida”, a carga burocrática e chata que carrega é algo que consegue atingir até as boas atuações. Apenas em alguns momentos a obra se mostra ao público, que cria uma expectativa demasiada sobre tudo e sobre todos. Assim como em papo de elevador com vizinhos, se fala que vai chover, ou como está caro o chuchu, ou ainda das festas no inútil BBB pela falta de assunto, também em “Trapaça” os tópicos mais “interessantes” foram a barriga e o cabelo de Christian Bale aliados aos decotes da despeitada Amy Adams. A propósito: qual o critério deste ano para os escolhidos ao Oscar? Desta vez, sinceramente não entendi. Não podemos dizer que o filme se salva em algum momento, mas se podemos elogiar alguma coisa é a aparição relâmpago de Robert DeNiro e a esforçada Jennifer Lawrence. E paramos por aqui.

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