out 072015
 
Author Rating / Nota do Autor:

Cinezone Poster - Everest

 

Não há dúvidas da incredulidade do público ao encarar as filas de cinema para assistir “Everest”: com um tema bastante corriqueiro em filmes de ação na neve, (Risco Total / Limite Vertical) e a idéia de apenas mais blockbuster nas telas. Baseado em personagens reais e fatos verídicos acontecidos em 1996, a história conta os fatos trágicos acontecidos durante a escalada de um grupo com experientes alpinistas, a um dos pontos mais altos do planeta terra. O filme apresentado por Baltasar Kormákur  é competente no que se destina. Vai longe. Mas não muito.

A iniciativa de contar uma história baseada em fatos reais pode ser perigosa para muitos roteiristas, uma vez que lacunas no roteiro podem ser irreparáveis tanto para aqueles que são caracterizados pelos escritores como para a ambientação (locações). Em determinados momentos de “Everest” esta estranheza é notada, por exemplo no rosto dos atores que não estão maltratados pelo clima gélido, ou pelas roupas de grife usadas pelos andarilhos locais, ou ainda mesmo pelos “cromaquis” (ou chroma key) usados nas cenas de ação: para os fotógrafos trabalhar branco do gelo é infernal, uma vez que a câmera seguidamente é enganada pelos reflexos.

Depois de uma hora o filme já torna-se cansativo e talvez até moroso. O que salva a obra de forma geral é a ótima atuação de grande parte do elenco, que não fica caricato em momento algum chegando até a emocionar os mais sensíveis. Também a semelhança de cada ator com os verdadeiros protagonistas traz bastante veracidade aos fatos. Nomes como Jason Clark (finalmente em um papel que faz valer sua falta de expressão), Josh Brolin (que consegue convencer bem), Jake Gyllenhaal, Keira Knightley (ótima), Sam Worthington (o eterno “Avatar”), Emily Watson (num apoio de peso) fazem valer.

Simplesmente, cumpre o que promete.

Link para o IMDb

 

Título Original: “Everest”

Direção: Baltasar Kormákur

 

 

fev 192015
 
Author Rating / Nota do Autor:

2382_307 2382 3357 640x940

A informática e os computadores pessoais nos dias de hoje devem muito a Alan Turing. Parte de sua história foi contada no intrigante filme “O Jogo da Imitação”, onde conta desde sua entrada nas forças britânicas até a descoberta de seu suposto suicídio em 1954.

Conforme o filme, o matemático Turing era extremamente anti-social, cheio de manias e de uma inteligência fora do comum para números e problemas de lógica. Baseado nisso, fora chamado para integrar uma equipe de uma força especial da Inglaterra especialista em quebras de código e que estava com a responsabilidade de desvendar o grande mistério da máquina de criptografia “Enigma”, inventada pelo exército alemão para enviar mensagens secretas entre suas tropas sem serem descobertos. Porém a maior guerra que o gênio enfrentaria não seria contra os alemães, e sim dentro de seu próprio país: o “crime” de ser homossexual.

O foco da produção foi contar uma história o mais verossímil possível, utilizando-se de locações de época e bastante
realistas, dentro de ambientes sem influências externas (o que facilitaria bastante o trabalho do direto inciante Morten Tyldum podendo controlar a luz), baseado em fatos históricos e não menos trazendo a reação tanto dos militares quanto daqueles que participaram diretamente dos fatos. Outro fato de relevância na obra é a presença do elenco de apoio como Keira Knightley (que faz uma insossa ajudante que se destaca em apenas alguns breves momentos sendo literalmente a coadjuvante, no sentido literal da palavra), Charles Dance (de Game Of Thrones), Mark Strong (o Dr. Nash, de “Antes de Dormir”), que deixam o excelente Benedict Cumberbatch a vontade para interpretar o complexo personagem cheio de trejeitos e com um constante deficit de atenção.

O ator Benedict Cumberbatch é a estrela desta produção, inclusive recebendo a indicação de seu primeiro Oscar pelo papel do matemático. Dramático na medida certa, eloquente e firme, sem em momento algum deixando escapar uma fagulha do personagem. Ainda que interpretando um homossexual assumido, não afeta em nada a importância do filme nem se torna o motivo principal, ainda que o filme traga uma carga bastante pesada do preconceito e da ignorância quanto ao assunto na época.

Alguns críticos podem colocar algumas situações como clichês, ou ainda falar do sotaque exagerado, ou ainda das piadas fora de hora. Porém em nada tira a importância da obra para o mundo atual, nem mesmo o brilhantismo do conjunto como cinema.

 

 

Link para o IMDb

Never Let Me Go (2010)

 Daniel Arrieche, Drama, Ficção Científica, Romance  Comentários desativados em Never Let Me Go (2010)
nov 082011
 

url

No inicio é um filme esquisito até que você dá conta de que está assistindo a uma ficção. Se passa em meados de 1980, onde crianças clonadas, no nascimento são criadas a margem da sociedade, para que mais adiante sejam usados para extração de orgãos, para que os próprios clones sobrevivam. A expectativa de vida dos “humanos” sobe para aproximadamente 120 anos. Não pense em ver algo tipo “Repo Men” ou ainda um certo “Blade Runner”, e sim uma Inglaterra antiga e com tons pastéis na fotografia. Ainda que o filme conste com Keira Knightley e Carey Mulligan, quem acaba por roubar a cena e emocionar, é a simplicidade de Andrew Garfield. Um bom filme.