jun 132022
 
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Torcer o nariz para mais um filme de Adam Sandler é fácil. Difícil é admitir que o filme é bom e que vale gastar duas horas do seu dia frente a um drama esportivo. Ainda mais sobre basquete.

Não que basquete deixe de ser um esporte importante, mas que não é tão difundido ou apreciado no país do futebol quanto deveria. Ao mesmo tempo que “Arremessando Alto” se torna um filé com fritas para os adoradores do esporte. Com presenças ilustres do passado e atuais, todo enredo e trama acaba se encaixando aos poucos na história.

Ainda que conte com figurinhas carimbadas da comédia como Adam Sandler e Queen Latifah (que em momento algum lembram um casal), e nomes de peso da dramaturgia como Robert Duvall e Ben Foster, quem acaba ganhando os créditos na hora do tapete vermelho é o jogador profissional espanhol Juancho Hernangomez (atualmente no Utah Jazz) que acaba sensibilizando o olheiro e sendo recrutado (ainda que de forma escusa.)

Mas o filme não é apenas sobre jogos, basquete e competições: é sobre superação. Com descontrole emocional, o jogador “Bo” deve atravessar os obstáculos de ser um amador entre os grandes, além do preconceito de mais um branco e não-americano jogar a NBA. Isso fica bastante explicito em um dos principais duelos travados em quadra. Os dramas familiares dos envolvidos em suas conquistas também permeiam todos os lados da produção.

Tecnicamente “Hustle” (título original) faz muito bem, perto de outras produções encarnadas pelo comediante: câmeras bem conduzidas e com efeitos de difícil acesso, sequencias de cortes tão rápidos que chegam a acompanhar os dribles mas velozes e estonteantes. O roteiro, apesar de quase batido, não decepciona entregando as prometidas voltas de personagens várias vezes.

Nota interessante em uma das marcantes frases de um dos personagens comentando que “não é sobre o que se é ou sobre o que somos, e sim sobre o que ainda queremos ser e para onde queremos ir”, o que se encaixa irrefutavelmente na cronologia de Sandler, quase como uma metáfora de sua então carreira como um ator pastelão, sempre querendo alçar voos maiores, mas com uma pesada corrente presa a seus pés.

The Crazy Ones – Piloto

 Bruno Spotorno Domingues, The Crazy Ones  Comentários desativados em The Crazy Ones – Piloto
set 302013
 

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Robin Williams já foi um dos atores de comédia que eu mais gosto, mas já faz muito tempo que não consigo assistir nada que tenha ele como protagonista, já que ele é sempre o mesmo. Como eu formado em publicidade resolvi dar uma chance a ele em The Crazy Ones, apenas para ficar desapontado. Pelo menos até agora, depois de assistir o piloto, ele continua sendo o mesmo de sempre. Sarah Michelle Gellar (Buffy) é outra que que não vai bem. Outras centenas de atrizes poderiam fazer melhor o papel dela, mas não é um papel que faça tanta diferença. Por outro lado, James Wolk (Mad Men) está muito bem, talvez tenha nascido para séries que retratam a Propaganda. E a série parece ter muita verba de marcas, pois no piloto o foco no McDonalds é um tanto quanto exagerado.

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We are Men

 Bruno Spotorno Domingues, We are Men  Comentários desativados em We are Men
set 262013
 

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O jovem Carter (o não-tão-conhecido Chris Smith, Paranormal Activity 3) é abandonado no altar e vai morar em um “condomínio” de “apartamentos temporários” – que mais parece uma colônia de férias – e conhece Gil (Kal Penn, House, How I met your Mother), Frank (Tony Shalhoub, Monk) e Stuart (Jerry O’Connell, Stand by Me), três homens mais velhos com problemas similares: Gil foi pego traindo a mulher e acredita que ela voltará para ele; Frank já foi casado diversas vezes e Stuart depois de dois divórcios ainda está brigando pra manter algum de seus bens. Os três resolvem “adotar” Carter e ajudá-lo em sua nova vida.

O elenco é sensacional. Apesar de Smith não ter feito ainda muita coisa para que possa ser julgado como ator, os outros três parecem ter se entrosado muito bem e são homens completamente diferentes, mas a graça entre eles está em perfeita sintonia.

Claro que podemos esperar um romance entre Carter e Claire (Aya Cash), filha de Frank.

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Back in the Game

 Back in the Game, Bruno Spotorno Domingues  Comentários desativados em Back in the Game
set 262013
 

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Outra série média. Terry (Maggie Lawson, Psych) é ex-jogadora de softball que depois de um divórcio resolve voltar a morar com o pai, Terry “Canhão” (James Caan), levando junto seu filho Danny (Griffin Gluck). Danny se interessa por uma garota da escola que só namora jogadores de baseball e então decide jogar. O Canhão é doente por baseball mas o garoto é um fracasso e não é aceito no time da escola. Então Terry decide treinar o filho e outros garotos sem jeito para o esporte e pede ajuda ao pai, O Canhão, que foi um péssimo pai e ao que tudo indica é ainda pior como avô.

Todos os três estão muito bem em seus respectivos papéis, mas não acredito que o enredo vá prender muita gente.

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Trophy Wife

 Bruno Spotorno Domingues, Trophy Wife  Comentários desativados em Trophy Wife
set 262013
 

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Quando decidi assistir o Piloto não estava levando muita fé. Resolvi dar uma chance por ter Malin Akerman (Watchmen e o excelente The Bang Bang Club) e Bradley Whitford (The West Wing) nos papéis principais. Na verdade a Sueca Malin Akerman é uma atriz razoável, mas Bradley Whitford fez um grande trabalho em The West Wing, uma pena não ver ele em papéis importantes por aí.

Confesso que gostei do piloto. Na série, Kate (Akerman) é a terceira esposa de Pete (Whitford) que tem três filhos com duas esposas anteriores. A primeira esposa é uma médica muito racional, mãe dos dois mais velhos (um menino e uma menina) e a segunda uma hippie maluca, mãe do garoto mais novo. Kate é bem mais nova mas se apaixonou por Pete e de certa forma por sua família. As ex-mulheres estão presentes no dia-a-dia do casal.

É preciso esperar pelos próximos episódios para saber melhor se será mais uma série média ou fará algum sucesso.

Gosto muito de Bert (Albert Tsai), o filho mais novo. Garoto bem engraçado.

Eu ri.

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O Palhaço (2011)

 Aventura, Comédia, Daniel Arrieche, Drama  Comentários desativados em O Palhaço (2011)
set 122013
 

 
O ator e então diretor Selton Mello traz em seu segundo filme “O Palhaço” o lirismo que falta a muitos filmes do cenário nacional e que não dizem a que vem. As decepções do protagonista Benjamim atrás da maquiagem de “Pangaré” fazem repensar o que realmente se busca da vida e o que realmente há nela: a busca incessante pela felicidade. Com seu pai “Puro Sangue” (Paulo José) comanda uma intrépida e engraçada trupe circense que anda peregrinando de cidade em cidade atrás do pão nosso de cada dia. Fato é que Selton se sai muito bem na experiência de cores e paradigmas (por vezes oníricas) e traz as telas um filme onde os personagens mostram suas decepções e mazelas, e que tudo tem seu preço. Não deixem de notar a presença do eterno Ferrugem e do impagável Moacir Franco. O gato bebe leite, o rato come queijo… e assim por diante.

A Hora do Espanto (2011)

 Comédia, Daniel Arrieche, Terror  Comentários desativados em A Hora do Espanto (2011)
nov 142011
 

Quem estava esperando uma apresentação próxima a “Hora do Espanto” de 1985, pode gostar desse remake com Colin Farrell no papel do vampiro Jerry. Um pouco mais de tecnologia aqui, umas pitadas de inovação ali e se perde parte da sessão remember… explico: o caçador de vampiros que apresentava o programa de telvisão no estilo “Além da Imaginação” de ontem, hoje é um egocêntrico e gigolô, que usa peruca e piercing, beberrão e de calça colada. Já os adolescentes medrosos usam cameras infra-vermelho, tem contas no Twitter e Facebook e apenas receio de encarar uma realidade alternativa, enquanto os anteriores se borravam da lenda de Bram Stocker, sendo que contavam apenas com câmeras fotográficas, algumas revistas em quadrinhos e livros empoeirados. O vilão hoje é um “bad boy” que sente o cheiro de fêmeas no cio, gosta de Budweiser, tem uma pick-up tunada, morando em um condomínio fechado, e que não lembra em nada o anterior, sombrio e charmoso Chris Sarandon (preste atenção na ponta em que ele participa da cena na estrada). Quem não viu o clássico oitentista pode gostar dessa produção (bem feita), porém quem é fã dos velhos tempos pode não reconhecer nem a si mesmo… Ah! Se puder não entre na sessões 3D (argh!), pois além de mais caras perdem a nitidez de um filme rodado exclusivamente a noite. Fica a dica.

Amizade Colorida (2011)

 Comédia, Daniel Arrieche, Romance  Comentários desativados em Amizade Colorida (2011)
nov 142011
 

Pra começar: é muito difícil de desvincular este filme do anterior “Sexo Sem Compromisso”, sendo a mesma temática e enredos extremamente semelhantes. Outra coincidência é termos Natalie Portman e Mila Kunis tentando sair de “Cisne Negro” pela mesma via (ou quase). “Amizade Colorida” consegue não ser clichê rindo da própria desgraça: um filme simples, com uma temática conhecida e com tudo para dar errado… mas não deu. Reforçado pelo merchandising abusivo (mas competente) e a venda de cidades chave americanas de Nova Yorque extremamente “workaholic” e Los Angeles pacífica e hollywoodiana, o filme faz dos extremos a sua qualidade principal. Os relacionamentos e diálogos traduzem uma realidade atual, porém lembrando sempre que a intenção é sempre a mesma: o amor comum. Boas risadas, sorrisos escondidos e – pensamentos sórdidos”.

O Homem do Futuro (2011)

 Comédia, Daniel Arrieche, Fantasia, Ficção Científica  Comentários desativados em O Homem do Futuro (2011)
nov 142011
 

O tal do Wagner Moura disse a que veio neste simples e bem feito filme. Talvez pelo trailer que não havia chamado a atenção, relutei tanto em ir assistir ao novo filme do Cláudio Torres (“Redentor” e “A Mulher Invisível”). Zero, o personagem principal tramita entre três épocas diferentes para tentar desfazer o grande lapso amoroso de sua vida reencontrando Alinne Morais (também com excelente atuação), e acaba remontando claramente cenas das trilogias “De Volta Para o Futuro” e “O Exterminador do Futuro” e também do terror de “Carrie, A Estranha”, sendo talvez uma homenagem do diretor a estes filmes. Uma boa comédia romântica – A lá anos noventa – com toques de saudosismo em um filme brasileiro sem violência ou putaria. Vale também prestar atenção na trilha sonora cantada pelo próprio Wagner com músicas da Legião Urbana, Ultraje A Rigor e Radiohead. SPOILER: fiquei com uma impressão de que a saga de Jesus Cristo teria sido plageada ao final do filme, com um fim trágico inevitável para “salvar” sua própria humanidade, sendo preso pelos “soldados” da educação física, “coroado” e traído pela namorada e ainda entregue ao próprio povo como um troféu nerd por ser diferente e tentar mudar o mundo. Exagerei?!

Amor a Toda Prova (2011)

 Comédia, Daniel Arrieche, Drama, Romance  Comentários desativados em Amor a Toda Prova (2011)
nov 142011
 

Um clichê atrás do outro. E o melhor: sem ser clichê. Não consigo rotular este filme como comédia romântica ou como drama existencial, ou ainda como familiar. É filme de roteiro bem escrito e burlescamente inevitável com cenas inesperadas e outras nem tanto. Onde incrivelmente se vê Steve Carel em um papel dramático e Marisa Tomei descabidamente cômica. A primeira cena define a trama com a separação do casal, antes juntos por 25 anos e agora enfrentando situações difíceis e peculiares ao fim de um longo relacionamento. Preste atenção na sutileza dos detalhes e será impossível não se colocar no lugar de algum personagem: Julianne Moore, Kevin Bacon (quase um ponta) e Ryan Gosling (no máximo esforçado) fecham a “intrépida trupe”. Um filme que surpreende pela agilidade sem ser mais do mesmo. Ah! E não esquece de agradecer a escolha da trilha sonora!