dez 292015
 
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Cinezone Poster - No Coracao do Mar

O diretor Ron Howard tem a mão fácil para contar histórias (ou adaptar roteiros) como na adaptação blockbusterO Código DaVinci“, “Uma Mente Brilhante” – vencedor do Oscar – e mais recentemente em “Rush“. E neste caso não é diferente: nossa história apresenta Tom Nickerson (Brendan Gleeson), um velho recluso e um dos únicos sobreviventes do Essex, navio de caça à baleias que parte em busca de óleo combustível. Instigado a contar o passado ao escritor Herman Melville (Ben Whishaw), se põe a falar da viagem que fez anos atrás, comandado pelo imediato Owen Chase (Chris Hemsworth) – lenda entre os baleeiros – e pelo Capitão George Pollard (Benjamin Walker) – novato de família rica colocado no posto por questões políticas. Fato é que em meio as brigas entre os comandantes, navio e tripulação encontram durante a viagem a baleia cachalote Moby Dick, monstro branco descrito por Melville anos mais tarde.

Muito mais do que um simples filme, “No Coração do Mar” é daquelas histórias não contadas que revelam muito mais do que a intenção de uma grande aventura, mas também a condição de sobrevivência e que nem todas as atitudes imediatas são exatamente tomadas pelos motivos que parecem ter. Nem parecem ser. Porém, é mais simples do que parece.

As desventuras passadas pelos personagens não são apenas marítimas, mas reflexões de liderança e política que nos são impostos até hoje. Comandantes e comandados são muitas vezes obrigados a andar lado a lado (em uma metáfora) para que o barco não penda para nenhum lado. Nem sempre o destino traçado corresponde as expectativas criadas uma vez que todos somos vulneráveis a cobiça, seja ela pelo dinheiro, pelo poder ou pela própria vaidade sem mesmo questionar muitas vezes a quem estamos atingindo (mesmo que indiretamente). Também a questão da sobrevivência colocada a toda prova pode fazer com que grandes rivais revejam conceitos, uma vez que a própria pele pode estar em jogo.

Ron Howard consegue superar expectativas e fazer com que “Thor” não seja apenas mais um rostinho bonito nas telas, mas também saiba interpretar e dar vida a personagens mais complexos. Atores coadjuvantes como Cillian Murphy e Ben Whishaw (que interpreta o próprio escritor de Moby Dick) ajudam muito nas cenas mais calmas, e impressionam também. Um grande filme (em amplitude cinematográfica) que não deixa nada a desejar em relação a outros filmes do gênero.

 

Título Original: “In the Heart of the Sea”

Direção: Ron Howard

 

abr 302015
 
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O novo filme dos vingadores dividiu públicos, fãs, cinéfilos e críticos. A nova saga da trupe Marvel continua o último filme com uma expectativa exagerada, uma ânsia de rever os heróis baseados no sucesso da estréia do primeiro e acaba por fazer morna a opinião dos mais afoitos. Logicamente que os filhos de quadrinhos irão gostar pois não é sempre que temos Homem de Ferro, Thor, Capitão América, Hulk, dentre outros tantos em uma única película, e o melhor: trazendo novos personagens.

A trama segue em volta de defender o mundo, desta vez contra um inimigo imaterial criado pelo próprio Tony Stark com a ajuda do Dr. Banner. Sem querer, o experimento toma forma, consciência e vida própria com uma força descomunal se chamado Ultron. O ser criado é malévolo e parte para a teoria da destruição para a evolução. Entre outras palavras: é necessário o fim do planeta para construção de um mundo melhor.

O filme não é por si só apenas pancadaria, pois trás uma tentativa rasa de levantar alguns temas como família, onde o Gavião Arqueiro possui dúvidas entre lutar e ficar com sua esposa e filhos. Também como em outros filmes da franquia, o armamento bélico produzido pelas indústrias Stark e a responsabilidade frente o “consumidor final” de seus produtos. Mas nem tudo está perdido. Um dos pontos fortes está justamente nas contradições do “ser” herói e na “humanização” como por exemplo na relação da Viúva Negra (Scarlett Johansson) e do gigante verde onde um romance impossível pode destrinchar a inquietude do auto-destrutivo isolando ainda mais o que não pode ser separado: o homem do monstro de cada um.

Outro acerto e que acaba ganhando confiança aos poucos é Ultron, que interpretado por James Spader vai do ódio pelo próximo ao amor a si mesmo instantaneamente. A soberba do veterano ator trouxe um toque especial e peculiar ao simbionte de lata, onde entre a ingenuidade e frases prontas acabam por emergir no público um efeito por vezes encantador. Ainda podemos citar a inserção dos gêmeos Mercúrio (que fica muito longe do criado por Evan Peters para”X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido“) e Feiticeira Escarlate que de fracos e sem expressão passam a vitais na trama, e também para a próxima aventura, bem como o carismático Visão (sempre bem e inexplicavelmente sempre conduzido a papéis secundários, Paul Bettany) que acaba por ser o revés direto de Ultron.

Não saia da sala de cinema antes do término dos créditos, pois apos as letrinhas subirem, tem surpresa logo ali.

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Thor 2 – O Mundo Sombrio (2013)

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nov 072013
 
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A partir de “Thor – O Mundo Sombrio”, não apenas os nomes Asgard, Odin e Loki são conhecidos na mitologia nórdica. O novo filme do Deus do Trovão traz conhecimento para o universo completo do herói da Marvel, desde sua relação afetiva com os pais, deixando transparecer as mazelas com o irmão até o sentimento mais primitivo quando colocado em situações de perigo. O enredo faz referência ao alinhamento de nove planetas, que só é visto de tempos e que possibilita a viagem entre eles, e a relação entre seres de todas as linhagens, libertando uma força maligna extremamente potente. A direção de Alan Taylor (balizada pela Disney) é básica e sem maiores atrativos uma vez que parece não arriscar muito. Ainda que não traga muito carisma ao papel, as cenas em que Natalie Portman e sua irmã estão, são as mais interessantes e que arrancam alguma emoção do público. As curiosidades ficam mais uma vez por conta das infindadas referências a outros filmes de super-heróis da própria editora (até o Capitão América é lembrado em uma das travessuras inusitadas de Loki – que onde aparece, rouba a cena). Uma das gratas “surpresas” é mais uma ponta do grande pai e criador de todos Stan Lee… fora isso, um bom divertimento a todos…

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Rush (2013)

 Ação, Biografia, Daniel Arrieche, Drama, Esporte  Comentários desativados em Rush (2013)
set 232013
 

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O primeiro grande trunfo de “Rush” é a semelhança física que existe entre os protagonistas Chris Hemsworth e Daniel Bruhl que representam James Hunt e Nikki Lauda, respectivamente. Após aparecer como “Thor” para os cinemas, Chris faz seu papel mais insinuante e de respeito, também nas mãos do experiente Howard. E Daniel para quem não lembra de “Adeus, Lenin!” traz um austríaco típico, com a segurança suficiente para emocionar público e o próprio herói da fórmula um, que diz ter chorado após assistir a obra. Um verdadeiro deleite para os fãs do esporte. Não sou tão ligado no esporte ou patrocinadores e nem acordava cedo para assistir as corridas, porém não há como se emocionar com uma história bem contada e com a medida certa, misturando cenas produzidas com as reais da década de setenta. À vezes não conseguimos identificar o que é real ou não, tão perfeita a sincronia montada pelo editor. Nas cenas de corrida (em especial a última) você pode sentir o ronco dos motores e até a chuva batendo no capacete. Para quem não é conhecedor da história, é o encaixe perfeito de entretenimento do cinema e a rivalidade da Fórmula 1.

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Thor (2011)

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nov 082011
 

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Não podia haver ator melhor do que Chris Hemsworth para encarnar o príncipe de Asgard (que no filme é mostrado como outro planeta, e não como o céu dos nórdicos). Um brutamontes vaidoso e orgulhoso que tem uma briga feia com seu pai Odin, que o envia a Terra como castigo. Não falemos mais pois pode passar como “spoiler”. O fato é que da direção de Kenneth Branagh não poderíamos esperar outra sinopse senão dramas familiares, como em espetáculos em que tanto atua como dirige obras de Shakespeare. Um detalhe que quase passa despercebido é a presença de Natalie Portman (vencedora do Oscar 2011) e que poderia ser interpretado por qualquer outra menina desconhecida que soubesse fazer o papel de bobinha apaixonada. Até a coadjuvante Kat Dennings consegue ser melhor com suas tentativas de falar o nome do poderoso martelo “Mjolnir. Vale prestar a atenção na ponta do criador Stan Lee (nem eu havia percebido), e também nas citações da agência “Shield” que mais uma vez dá as caras como em “Homem de Ferro” e “Hulk” já antecipando um provável filme com “Os Vingadores” (mais Capitão América, Homem-Aranha, Wolverine, Arqueiro Verde, dentre outros já em pós produção pelos estúdios da Marvel). Basta saber como convocarão de novo o extra-terreno Thor para a nova aventura. Bom divertimento a todos!