mar 142019
 
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Em meio a tantos filmes de ação e combate, entre Marvel e DC disputando beleza para ver quem mais dispara socos e chutes por segundo, surge um oásis. Literalmente uma ilha chamada Plymouth que se encontra em algum lugar no Caribe. Lá figurinhas carimbadas de um bom filme como Matthew McConaughey e Anne Hathaway se encontram para tirar o espectador do sério com tamanha “Calmaria”: suspense dirigido por Steven Knight, e que surpreende a cada minuto.Nem tudo são flores, mas que há de falarmos nelas, isso é certo.

O capitão de um barco de pesca Baker Dill, vive recluso em uma pequena e remota ilha do Caribe. Tudo está dentro de uma certa normalidade até que sua ex-mulher o encontra, falando que é abusada e torturada frequentemente po seu atual marido e que o convívio também com seu filho é insuportável. Então sua vida se transforma em definitivo: ele recebe uma proposta milionária para matar o abusivo conjuge em um passeio em alto mar.

A quantidade de metáforas e de tiradas visuais parece não acabar e em um primeiro momento é sensível que existe uma mão diferente atrás da câmera, com movimentos exatos e já tentando dizer a que veio, longe dos clichês mais certos dos últimos anos. Até porque trabalhar com dois oscarizados em ambientes onde a locação possui espaços restritos (um barco de pesca) não é nada fácil.

Não perder o rumo em um roteiro bem montado até parece uma experiência sem percalços, mas manter o público interessado até o fim e manter a tensão e os segredos até o final.. essa é a tarefa difícil. Knight não consegue. Mas ainda assim a trama faz todo o sentido e entrega-se até um pouco mais que o prometido. O elenco de apoio ainda traz Djimon Houson e Diane Lane como coadjuvantes de luxo

Ainda que tenha sido destroçado e escangalhado pela crítica especializada e minorizado pelo seu elenco ser maior do que a própria obra, um ponto de interrogação é colocado de tempos em tempos na tela, questionando uma estranheza que se revela aos poucos.

De qualquer forma, “Calmaria” é uma grata surpresa para quem vai apenas assistir um filme e sai com a impressão de que tem um pouco mais para ser visto e apreciado em um cinema. Que um filme ainda pode surpreender, pode tocar, pode angustiar, ou pode simplesmente fazer com que o deleite de estar em uma sala escura apreciando arte.