Houdini (2014)

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set 302014
 
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Houdini

 

Ehrich Weiss é o nome verdadeiro do considerado primeiro “astro pop” da cena moderna: Harry Houdini. Nascido na Hungria em uma família pobre, teve de se virar desde pequeno juntamente com seu irmão para sobreviver. Porém desde o início de sua conhecida vida ainda como criança, já demostrava interesse pelo extraordinário, pelo fantástico e pelo mágico. O History Channel trouxe um pouco da vida do mágico em dois capítulos exibidos no Brasil nas últimas semanas, onde além das apresentações públicas também busca mostrar os bastidores  de tudo: desde os dramas familiares e amorosos, até a paixão pela profissão e a busca do inexplicável através do espiritismo. Com as vinhetas de abertura em clima de “X-Men” e a primeiras cenas claramente trazidas do “Sherlock Hokmes” de Guy Ritchie, o ritmo logo acalma trazendo a concentração do ator Adrien Brody (vencedor do Oscar com “O Pianista”) com uma fisionomia muito parecida com a do mágico. A propósito, a semelhança dos atores com os nomes da história é um dos grandes trunfos da série: o escritor Sir Athur Conan Doyle está irreparável, bem como demais coadjuvantes como Rasputin, e a própria família de czares russos visitada na época. Mas as grandes curiosidades e focos históricos são colocados em paralelo e sutilmente abordados na obsessão por sua mãe em um complexo de Édipo escancarado e mal resolvido, as lembranças de seu rude e ciumento pai (que em flashbacks é trazido como um rabino violento) e também sua fixação pelo espiritismo, além dos altos e baixos em seu relacionamento com a esposa Bess. Ainda também traz a faceta de Harry como espião contratado do governo americano. Contudo a iniciativa do canal em abordar um personagem tão curioso, carismático e atual (em tempos de Edward Snowden) é  uma excelente alternativa à vampiros, heróis, tiros, mortes e outros tantos sem graça que estão no cenário hoje.

 

 

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The Leftovers (2014)

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set 192014
 
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Leftovers

 

O que aconteceria se de repente, sem nenhuma explicação uma parcela da população desaparecesse sem deixar vestígio nenhum? Um ente querido, um vizinho, ou um amigo próximo simplesmente deixasse de existir diante de seus olhos em uma fração de segundos? Esta foi a premissa do seriado “The Leftovers” que terminou sua primeira temporada. Não era apenas a grande expectativa de uma boa história, mas também a mão de Damon Lindelof trazendo novamente um belo quebra-cabeças a ser desvendado dez anos após “Lost” (que revolucionou a forma de assistir televisão). O seriado segue a vida do chefe de polícia Kevin Garvey que além de também tentar compreender o fenômeno dos desaparecidos repentinamente, tem de lidar com a suposta esquizofrenia do pai, pesados dramas familiares e ainda um grupo de fanáticos vestidos de branco que insiste em fazer com que o mundo jamais esqueça de que os demais habitantes da terra foram literalmente deixados para trás. O livro de Tom Perrota (roteirista) em que a série foi inspirada não é seguido a risca e traz nuances diferentes, mas que não comprometem o andamento da saga vivida pelos habitantes da cidade de Mapletown. O início de “The Leftovers” é arrebatador: famílias em pânico, suicídios coletivos visto a perda de pessoas próximas e o caos disseminado frente a uma nova situação sem controle. Junte tudo isto as visões sem nexo do personagem principal (juntamente com seus rompantes de personalidade desconhecida), cães raivosos e ensandecidos correndo em matilhas, um líder religioso acusado de promover orgias em busca da cura e teremos um emaranhado de pontas soltas a serem conectadas até a conclusão da série. Ainda há aqueles que não assistiram ao seriado com receio de se decepcionarem ao final de tudo: porém ainda é cedo para dizer qual o rumo que será dado aos remanescentes ou qual vertente será enraizada. E simplesmente esperar por um “Grand Finale” agradável e simpático após uma grande jornada, é como julgar um jantar de luxo apenas pela sobremesa servida. Deguste e saboreie. Pois a segunda temporada já está a caminho…

 

 

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Lucy (2014)

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set 162014
 
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LUCY

O filme “Lucy” é mais um dos bons rebentos do diretor Luc Besson. Em praticamente todos seus filmes temos a tríade: muita ação, uma heroína e dilemas existenciais. E com o último filme o diretor não foge muito a regra, onde Scarlett Johansson é enganada e envolvida em um esquema de tráfico de drogas, e de forma acidental acaba ingerido uma substância letal que a deixa com a capacidade de usar praticamente a totalidade de seu cérebro. Estudos apontam que usamos somente 10% de toda nossa massa cinzenta, e que em alguns considerados “gênios” conseguem (em alguns raros momentos) chegar ao exorbitante máximo de quinze porcento. Mas a obra é mais que um simples filme de ação: nas primeiras cenas o diretor mescla cenas da atriz vestindo um casaco de pele tigrado e em uma situação pouco confortável, e intercala com cenas de uma onça pronta para pegar sua presa, demonstrando o que ainda não estava claro ao espectador. Mas também existe a vertente filosófica, onde Morgan Freeman interpretando um cientista, disserta sobre a possibilidade do uso da mente humana não somente para benefício próprio, mas também com intuito do bem-estar mundial. O alcance do filme pode ser imenso para alguns e pífio para outros. Pode ser considerado mais um mero filme de ação e aventura, ou ainda uma fonte inesgotável de novas idéias e interpretações. Ame ou odeie: é um filme para ser visto e revisto.

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No Olho do Tornado (2014)

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set 162014
 
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noolhodotornado

A cada blockbuster que surge uma nova cara se torce. Invariavelmente a mídia cinematográfica nos apresenta um “ganha pão” as custas de novos expectadores, com filmes que nada apresentam de novo e trazendo as velhas e batidas idéias de roteiro com alguns clichês clássicos. Mas nem tudo está perdido quando a técnica e a tentativa de mostrar a veracidade dos fatos e/ou os acontecimentos o mais próximo do realismo. A idéia de “No Olho do Tornado” em mostrar os fatos como realmente são, é no mínimo bem intencionada uma vez que outros com a mesma temática se mostraram bastante fantasiosos quanto aos filmes catástrofe. Segundo especialistas no assunto as imagens reproduzidas pelo diretor Steven Quale e sua equipe se aproximam muito da realidade dos fenômenos já vistos, e também trazendo uma projeção real do que aconteceria quando um ou mais tornados atingissem uma localidade. Porém é justamente pelo excesso de zelo que o filme peca: deixa o enredo e o elenco desandarem. A expectativa de ver Sarah Wayne (a Lori, de “The Walking Dead” ) em relações familiares e amorosas fica de lado, tanto quanto a relação entre pai e filhos com o ator Richard Armitage (O Hobbit). Juntamente com a escola, os aeroportos, as casas, os edifícios e toda a cidade de Silverton e os demais prenúncios de um bom filme, são levados como o próprio tornado das telas. As tramas emocionais são esquecidas e ao apagar das luzes acabam resolvendo-se como em um passe de mágica (ou uma leve brisa) tornando-se um filme massante e desgastante, tanto para o público, quanto para os personagens, quanto para a própria tentativa de um bom entretenimento nas telas.

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