Godzilla (2014)

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maio 212014
 
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Spanish_Godzilla_2014_Poster

Planeta: Terra. Cidade: Tóquio. Como em todas as metrópoles deste planeta, Tóquio se acha hoje em desvantagem em sua luta contra o maior inimigo do homem: a poluição. E apesar dos esforços das autoridades de todo o mundo, pode chegar um dia em que a terra, o ar e as águas venham a se tornar letais para toda e qualquer forma de vida. Quem poderá intervir? Spectreman! E era com esta frase que o narrador iniciava cada episódio da série. Hoje, ainda na longínqua e distante cidade onde o sol nascente é protagonista diariamente, ainda tem-se o surgimento de vários heróis coloridos e que ilustram gerações e gerações que na época crianças, hoje adultos, procuraram nas telas de cinema encontrar com o monstro dos monstros: “Godzilla”. Pois definitivamente neste filme de 2014 é o que mais se busca e o que menos aparece: o anti-herói fica em segundo plano. O clima inicial é bom, quase tenso onde a figura do eterno Walter White (Bryan Cranston, de Breaking Bad) toma conta, fazendo vigorar o cenário e até empolgar juntamente com a insossa Juliette Binoche… mas por aí a “maionese” desanda, justamente quando o filme anda com as próprias pernas: enquanto monstros estão lá quase somente para preencher cenário, o interesse maior do roteiro e direção está em encontrar dramas familiares, e mal resolvidos – e ainda traz mais uma vez o tema batido (esgotado) de veteranos de guerra chegando em casa depois de um longo tempo sem a família. A velha historinha de que o lixo atômico (poluição) atrai monstros e faz com que a natureza se vingue. Chega a ser clichê, e soa mal quando Ken Watanabe diz que: “o maior erro do ser humano é achar que é maior que a própria natureza”. Neste ponto do espetáculo temos o grande “God” apenas como “Zilla”. Diante de tanto distanciamento do personagem título, acabei até sentindo a falta do gigante guerreiro Daileon, do Jaspion, dos Jiraya e até do próprio Spectreman, onde ainda não existia a mão americana que acaba por se tornar a própria e atual monstruosidade.

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Getúlio (2014)

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maio 062014
 
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Getúlio Poster

Não sejamos hipócritas: quem acreditava que o garoto-propaganda da Friboi interpretaria de maneira realista o grande
ditador/estadista brasileiro? Pois Toni Ramos é uma grata surpresa no papel do presidente “Getúlio”. Talvez a pequena
expectativa da execução de um grande filme, com um elenco global, tenha minimizado a grandeza dos fatos históricos
acontecidos no mês de agosto de 1954 (que viraria livro nas mãos de Rubem Fonseca, e mais tarde adaptado em mini-série). A
caracterização dos personagens, com uma cuidadosa seleção de fisionomias, a ambientação do clima tenso vivido dento do
Catete, as brigas na mídia comandadas por um ambicioso Lacerda (trazido à risca por Alexandre Borges), e a expectativa do
povo perante as decisões políticas tão importates para a época são vívidas e trazem um excelente realismo. Mas o grande
trunfo da obra é conseguir traçar um perfeito paralelo com os tempos atuais: nosso presidente “desconhece” e não consegue
ver o que acontece em sua própra equipe de governo, bem como quando cita que os nomes que hoje regem a política hoje, são
os mesmos que nos regiam à trinta anos atrás. Ou ainda, em uma das memórias antes do suicídio, Getúlio comenta: “nunca me
pediram para fazer alguma coisa pelo meu país, mas sempre por alguém”. Frases de efeito encaixadas no contexto são a chave
de um roteiro bem escrito e que não deixa a peteca cair em momento algum. Aviso aos navegantes: é um filme sobre política,
debates, discursos e jogos de palavras. Se não faz o seu gênero, não saia de casa. Deixe para aqueles que gostam do tema,
que conhecem história, ou ainda que viveram a época. Boa diversão.

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