Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014)

 Ação, Aventura, Blogger, Daniel Arrieche  Comentários desativados em Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014)
abr 292014
 
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Há quem diga que “Capitão América 2: O Soldado Invernal” é o melhor filme da franquia Marvel. E não é exagero. O então apático e esforçado soldado Steve Rogers, na luta por seu país acaba sofrendo (e crescendo) perante as mazelas da segunda guerra mundial. Com o soro do super-soldado nas veias, o agora herói americano é o exemplo a ser seguido por uma geração que acredita em que o impossível acontece, e que as oportunidades para seguirem um ideal existem! Porém o agora Capitão América foi congelado, e acorda décadas depois em um mundo que já não é mais o mesmo: já não é mais seu. Dentre uma realidade e outra, frases de efeito moral e brincadeiras com os personagens atuais se revezam entre socos e chutes. As pinceladas em outros herós da Marvel também são frequentes (arsenal Stark, viagens a Asgard, citações ao olho vazado de Nick Fury, etc) uma vez que o próximo filme dos Vingadores terá uma cronologia aproximada. A visão deturpada do mundo não confunde Rogers (em uma das pontas de lucidez do roteiro) o personagem Fury, que inflamando um discurso de que a força é necessário para a liberdade, é interrompido abruptamente pelo vingador que diz: não é liberdade nem segurança, é medo! E as críticas ao sistema governamental dos EUA continuam a cada cena, inclusive com as reviravoltas dentro da própria entidade S.H.I.E.L.D. que visa proteção, é colocada em dúvida. Entre idas e vindas, socos, ponta-pés e línguas afiadas a obra se faz equilibrada mostrando um filme maduro e cruel quando se trata das questões sérias e burocráticas, e ao mesmo tempo consegue alegrar aqueles que foram as salas apenas para o bom e velho entretenimento…

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Noé (2013)

 Aventura, Blogger, Daniel Arrieche  Comentários desativados em Noé (2013)
abr 242014
 
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Noe

É preciso ter fé. E paciência. É preciso se desprender de preconceitos e talvez de certa religiosidade para assistir “Noé”, o novo filme de Daren Aronofsky. Não gosto do tema religião como mote para qualquer produção ou discussão, pois a palavra não dita ou colocada de forma não inteligível pode ofender uma opinião ou ofuscar o brilho de uma arte cinematográfica. A tentativa de fazer uma nova teoria criacionista faz com que o público fique na dúvida se entrou na sala de cinema para assistir o filme certo: uma mistura de “Transformers”, “Senhor dos Anéis” e “Caverna do Dragão” tenta explicar a origem do homem e sua descendência dos ancestral Set, filho de Adão e Eva. O ator Russel Crowe pode ser considerado uma vítima do sistema, (ainda que o papel de salvador da pátria sempre tenha lhe caído muito bem) bem como qualquer outro poderia ter encarado a cilada de um personagem completamente controverso e sem muito sentido: ora Noé salva humanos de um genocídio, ora deixa-os ser massacrados como se nada soubesse. Saudades de Spartacus, do Ben-Hur, dos Dez Mandamentos, etc…

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Tudo Por Justiça (2013)

 Blogger, Daniel Arrieche, Drama  Comentários desativados em Tudo Por Justiça (2013)
abr 012014
 
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É grande a expectativa de um grande filme, quando se tem um grande elenco. Mas “Tudo por Justiça” é mais uma prova de que somente isso não é o suficiente. Se não encontrarmos uma mão eficiente atrás da câmera e um roteiro bem montado: nada adianta grandiosas atuações. O clima encontrado pelos irmãos Russel (Christian Bale) e Rodney (Casey Affleck) é semelhante ao de “O Vencedor”, onde em uma família desestruturada os membros tentam encontrar forças para suportar os tropeços e peças que a vida lhes prega, porém em proporções diferentes. Rodney é um remanescente da guerra do Iraque que ganha a vida em ringues clandestinos, enquanto Russel acaba de sair da prisão e quer sua pacata vida de volta. As tentativas de inserção dos grandes dramas americanos do novo século à produção se torna quase irrelevante: a eleição de Barack Obama, o sonho americano, guerras sem sentido e os depressivos decorrentes dela, liberação de armas e jogos, dentre outros temas enxertados para dar relevância e fundamento a muitas atitudes dos personagens. Há um grande desperdício de atores de ponta como Willem Dafoe, Forester Witaker, Sam Shepard e Zoe Saldana (que chegam dar a impressão de que precisavam pagar as contas em uma produção barata) que poderiam muito bem ser substituídos por coadjuvantes de segunda linha. O único ganho se nota em Woody Harrelson, que interpreta o chefe de uma quadrilha que domina as montanhas próximas a cidade (ainda que tenha ficado muito parecido com Mickey Knox, de “Assassinos Por Natureza” de 1994), o que até chega a empolgar… Mas não sai do lugar…

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