jan 022018
 
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Tudo tem seu início, meio e fim. Ou fim, início e o meio como já cantavam Raul Seixas e seu fiel escudeiro e escritor Paulo Coelho. Fato é que o último filme da saga “Guerra Nas Estrelas” ainda tem muito a contar: e não é mais do mesmo. Ao assistir “Os Últimos Jedi” é sensível sentir o poder do cinema novamente na veia dos envolvidos, e consequentemente dos espectadores. A lenda tentara se erguer em “O Despertar da Força” quando uma turma de competentes roteiristas, produtores e diretor (sob supervisão) resolveu retomar o projeto com gana. O resultado trouxe de volta a expectativa de grandes heróis e vilões em uma história não tão peculiar, mas o suficiente para dar o primeiro impulso.

Em “Os Últimos Jedi” o carro sobe a lomba com uma velocidade precisa, trocando de marcha gradativamente e acelerando com tudo no final. O piloto sai do carro com o dever cumprido e gosto de quero mais. E tem mais, muito mais. A “essência” está de volta. Neste novo capítulo tudo parece estar de volta e com uma precisão cirúrgica: o roteiro bem construído com reviravoltas e diálogos nada enfadonhos, tendo ainda até algumas alfinetadas na cultura americana e no “lifestyle” mundial, seguido de tramas quase complexas tal qual os demais, assemelhando-se em muito com o que a saga original trazia também.

A inserção de novos atores como Benício Del Toro dão novos ganchos e novo fôlego a possíveis prequels, bem como a destruição de ícones antigos faz com que a renovação seja algo natural. A presença de Mark Hamill é fundamental para a construção disto tudo e até a ponte para um final quase apoteótico. Falar de mais personagens atitudes seria quase um spoiler imperdoável.

Ainda que seja o mais longo dos filmes da saga, não se torna cansativo e tampouco pedante, mas muito pelo contrário: É bárbaro, décadas depois, ver os espectadores saindo do cinema e cantarolando a trilha de “Star Wars”… e obviamente aguardando pelo próximo.

dez 302015
 
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Cinezone Poster - Star Wars Awaken

É. A força despertou. Definitivamente. O novo “Star Wars” traz de volta a saga da guerra nas estrelas em sua melhor forma. Para aqueles fãs ardorosos e que estava saudosos de Luke Skywalker, Han Solo, C3PO, Chewbacca, entre outros personagens, uma continuação digna dos anos setenta onde George Lucas fez com que milhares sonhassem com galáxias distantes e novos heróis. Neste caso com o selo da Disney e com a direção do mago J.J. Abrams.

Muitos boatos e caras feias surgiram quando do anúncio de mais um filme, uma vez que um final fora dado no filme VI com a morte do vilão (e xodó) Darth Vader. Mas aos poucos a ideia foi se consolidando e atores originais foram sendo escalados dando credibilidade ao rebento. Mas ainda assim a desconfiança era total pois uma mudança de mãos atrás das câmeras fora sancionada e um roteiro novo era praticamente inimaginável. Então uma grata surpresa chegas telas, com um fôlego inesperado sendo que todos puderam respirar novamente.

Nas salas de cinema aplausos eram dados efusivamente quando da subida do letreiro inicial (como em todos os demais filmes da saga). No início pensei que a euforia era até demasiada… mas não. Todas as promessas foram cumpridas, tanto que fica muito complicado comentar qualquer cena sem entregar spoilers! Fato é que toda a magia da franquia de Lucas fora revigorada a ponto de termos a proposta (ainda não confirmada) de mais uma trilogia a caminho.

Novos personagens e um novo vilão trazem todo o espírito desdenhado no prequel dos episódios I, II e III que de apesar de mostrar muito das origens imaginadas (e desejadas) por todos, parece não ter vindo com o mesmo afã que o filme VII trouxe.

Segundo o próprio criador George Lucas, o personagem mais importante é o nanico robô R2D2 que vem contando tudo que aconteceu, estando ele muitos anos no futuro. Ou seja, muito ainda tem a ser dito, gravado, filmado, aguardado e aficcionado nas próximas décadas… longa vida a “Star Wars”.

Título Original: “Star Wars: The Force Awakens”

Direção: J. J. Abrams

mar 312015
 
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OMPC_Insurgente

 

Insurgente: do latim “insurgens.entis”, aquele que insurge ou insurgiu – também rebelde, amotinado, insubordinado,
dissidente, etc. Pois a segunda parte da trilogia vem novamente com a dupla Tris e Quatro liderando a revolta contra a ditadura e o poderio do estado liderado pela fria Jeanine (Kate Winslet). O filme trás a continuação da trilogia “Divergente”, onde o planeta fora destruído e uma pequena parte da população foi dividida em castas e os contrários ao sistema são caçados e exterminados.

Ainda que a história não traga nenhuma novidade no gênero (visto Jogos Vorazes, Maze Runner, Instrumentos Mortais e até mesmo (bem de longe) Star Wars) sempre se espera que a obra tenha um pouco mais do que simples correrias e explosões, uma vez que o mote é um prato cheio para analogias ao momento político e econômico mundial. Ainda que pareçam bobos, sempre podemos tirar alguma coisa dali.

Ainda que subjetivamente se mostre, a ideia da escritora para a série foi claramente inspirada em outros clássicos da literatura. Na lendária história do “Rei Arthur” (contada com detalhes em “As Brumas de Avalon”) somente o verdadeiro e legítimo rei teria a força e sabedoria para desencravar a espada de um pedra. Outro ponto interessante a ser lembrado é o triunfo já esperado por aqueles que são bem quistos em uma sociedade controladora e sendo justamente ali a grande virada de toda história bem contada. Não há também como não fazer o paralelo com o livro “1984” de George Orwell, ou ainda com o filme (…) Matrix!

Os destaques ficam com também amadurecimento da personagem principal interpretada por Shaylene Woodley, onde mostra que realmente é uma atriz e poderá vingar em outros filmes dramáticos e muito mais complexos. O surgimento forte da tribo dos “sem-facção” faz sentido e trás um ar de revolução juntamente com o crescimento de outros participantes da história e que agora passam a ter papel fundamental para o encerramento no terceiro filme, como a atriz Naomi Watts.

Já é sabido que a última obra da escritora Veronica Roth, que fecha a trilogia com “Convergente”, tem estréia definida para março de 2016. Será dividido em duas partes garantindo a bilheteria mínima para fechar no lucro, independente do público que atingir. A curiosidade nos levará até lá.

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