jan 032017
 
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Não existe prerrogativa (ainda) para que o homem consiga fazer o papel de um deus, criando novos seres tão imperfeitos como ele mesmo. Talvez esse seja o mote inicial para o sci-fiMorgan“, de Luke Scott. O filme abrange diversas temáticas como o criacionismo, seres criados em laboratório, inteligência artificial e livre arbítrio. Ainda que ciceroneado pelo pai Ridley Scott, o diretor cai na mesmice de tantas outras tentativas frustradas que viraram sucessos adolescentes.

Uma consultora corporativa de gestão de risco (Kate Mara) é chamada para investigar um acidente que provocou vários danos em uma instalação remota e longínqua. Lá chegando, ela se depara com uma jovem (Anya Taylor-Joy) de aparência frágil e inofensiva. E precisa decidir se ela deve ou não ser sacrificada. Todo o peso da narrativa se dá no experimento feito com a encubada Morgan, que vive isolada em uma sala onde é observada e controlada o tempo inteiro por psiquiatras, geneticistas e demais profissionais. Morgan sabe que seu destino é ser um experimento e que servirá de apoio a outros maiores, tendo como lucro o propósito final. Porém nota-se que um dos principais atributos do ser humano e que o diferencia de outros animais fora esquecido: o sentimento.

Apesar do nome “Scott” do diretor, outros nomes de peso como Paul Giamatti e Jennifer Jason Leigh procuram trazer confiabilidade ao elenco, enquanto outros bastante emergentes como Rose Leslie (do seriado Game Of Thrones) e Anya Taylor-Joy (do excelente “A Bruxa“) fazem o contraponto da expectativa. Porém nada mais se elege de um filme nada mais que mediano e com notas completamente previsíveis desde o início. Vamos do início ao fim com o mesmo clima de “um talvez terror” ou ainda com esperanças de alguma cena mais surpreendente. Porém vamos até o final com o olhar de tantos outros que fazem a velha fórmula de mais do mesmo.

Como já coloquei em outros posts e críticas: o que seria de uma obra sem o dinheiro investido do produtor (que não
casualmente é do diretor), ou ainda sem os nomes de peso que emprestaram seus rostos e artes para inflar a obra?Precisamos valorizar talvez os mais incógnitos e renovar a safra, uma vez que faz parecer que mais do mesmo acaba por não funcionar.

 

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