mar 302016
 
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Cinezone Poster - Risen 2016

A história bíblica conta o que teria acontecido no dia da crucificação e morte de Jesus Cristo, sob o olhar incrédulo de Clavius, um comandante romano incumbido por Pilatos de encontrar o corpo do Messias antes que a suposta ressurreição acontecesse, fazendo com que o mito não se espalhasse e contaminasse o restante da população com um Deus mártir.

A presença de Joseph Fiennes no filme “Ressurreição” faz alguma pequena diferença frente a história que todos conhecemos. A chegada de um novo épico as telas seria empolgante se não fosse tão piegas e até chato. Já não bastasse a bateria de filmes gospel presentes massivamente na televisão e cinema atualmente, mais uma vez somos apresentados a um exemplar caça niqueis, propositadamente com estréia na véspera da sexta-feira santa. Já tivemos bons filmes sobre o assunto: alguns polêmicos, outros muito bem feitos e alguns nem tanto (“Jesus Cristo Superstar”, “A Última Tentação de Cristo”, “Jesus de Nazaré”, “A Paixão de Cristo” de Mel Gibson – o mais bem produzido e filmado até hoje. Sem dúvidas).

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Independente de religiões, o filme não traz nada de especial, nenhuma novidade em termos de roteiro (o que esperávamos muito e não vimos absolutamente nada), ou ainda uma direção ousada que pudesse fomentar um pouco mais de interesse cinematográfico. É simplesmente mais do mesmo. Ou melhor, algumas passagens ainda são claramente ficcionais. Nem todos os fatos se dão de forma cronológica, tendo uma clara demonstração de buscar a todo custo apenas enxertar passagens da vida de Cristo que dessem motivos para que a obra fosse realizada. Um verdadeiro desperdício, uma vez que custos com figurinos e locações são altos, podendo buscar algum dinamismo ou ainda, o que seria muito plausível, deixar questionamentos para que o público saísse das salas de cinema com dúvidas sobre fatos históricos. Não só piegas é “Ressurreição” que em certos momentos chega a ser até risível: em determinadas situações como as aparições dos personagens de Bartolomeu e Tomé, faz lembrar e muito o clássico “A Vida de Brian (1979)”.

Chega a ser uma heresia fazer qualquer comparação com Monty Python, que pelo menos faz rir.

 

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