jul 032015
 
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Cinezone Terminator Poster

 

E mais uma vez renasce Arnold Schwarzenegger na carcaça do robô T-800 com “Exterminador do Futuro: Gênesis“. O novo filme da franquia tenta trazer de volta a mágica fórmula que tornou o ex-governador da Califórnia em astro pop, e até hoje com milhares de seguidores. No papel foi eternizado como a máquina responsável por eliminar o líder da rebelião contra os ciborgues criados a partir da Skynet. A nova película dirigida por Alan Taylor tem seus erros e acertos, mas não consegue alcançar o tom dos clássicos dirigidos por James Cameron.

Estamos em 2029 e a resistência liderada por John Connor está prestes a um passo de definir a batalha contra as máquinas, quando acontece a necessidade de voltar ao passado e novamente proteger a genitora Sarah Connor da morte. Para tanto é escolhido o Sargento Kyle, braço direito e homem de confiança.

A ideia de trazer Schwarzenegger novamente pode ter rendido bons frutos junto as bilheterias em um filme com efeitos pirotécnicos e visuais muito impressionantes, porém não consegue ter a mesma fórmula dos anteriores. Infelizmente a mão de Alan Taylor (conhecido pelo segundo filme da franquia Thor) não é tão eficiente quanto os demais e o status de clássico fica longe de ser alcançado. A história de idas e vindas dos personagens faz com que trama seja confusa e com explicações que deixam o público um tanto perdido, porém isto é facilmente superado quando a ação é colocada em prática – é o que realmente se faz valer – e consegue elevar a cabeça do espectador novamente para a tela. O ator, ainda que com idade avançada, consegue dar conta do recado não tão monossilábico e quase (eu disse quase) emotivo, conseguindo inclusive criar novos jargões característicos do personagem cibernético. A passagem do tempo para o ator é explicada de forma sensata.

A decepção fica por conta do elenco de apoio. Ainda que faça sucesso estrondoso como a Daenerys Targaryen de “Game Of Thrones“, a atriz Emilia Clarke ainda que esforçada não traz nem o cheiro da musculosa e rasgada Sarah Connor interpretada de forma vigorosa por Linda Hamilton. Falta carisma e presença para trazer à tona a heroína e mãe do salvador dos humanos. Salvador que também acaba ficando inócuo: em determinados momentos fica quase desinteressante sua presença no filme (impossível também não compará-lo a Edward Furlong ou ao classudo Christian Bale).

Mas nem tudo está perdido ou deixa de ser interessante. A ação e a aventura imposta em alta escala acaba por cobrir algum furo de roteiro ou deslize entre idas e vindas, ou ainda alguma outra atuação apagada (como a do oscarizado J. K. Simmons). A trilha sonora também apresenta uma boa surpresa (gabba gabba hey!). Quem sabe é apenas um reinício para a saga? É válido aguardar os próximos capítulos.

Asta La vista, Baby!

 

 

Título Original: “”Terminator Genisys”

Direção: Alan Taylor

 

 

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