mar 242015
 
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OMPC_StillAlice

 

A visão cruel e verdadeira de uma portadora do Mal de Alzeihmer, interpretada de forma brilhante e irrepreensível por Juliane Moore, traz em “Para Sempre Alice” um retrato do que a doença é capaz, de como conviver com ela e um principalmente de como conviver, com quem convive com ela.

A história nos traz Alice Howland, renomada professora e palestrante em universidades americanas e especialista em linguagem, começa a apresentar aos cinquenta anos os primeiros sintomas da doença, onde começa a esquecer o caminho de casa, coisas muito comuns ao dia, assim como as palavras: a arte que dominava como ninguém.

De todo o drama apresentado pelo diretor Richard Glatzer (que veio a falecer dias depois da cerimônia do Oscar, que rendeu o prêmio de melhor atriz) temos as reações da família, do marido (muito bem interpretado por Alec Baldwin), dos amigos e colegas de trabalho em relação ao desconhecimento e a desconstrução vagarosa de uma pessoa que até então conheciam.

Ainda temos a relação de lecionar em universidades e saber que aos poucos irá perder tudo o que foi conquistado e talvez o mais importante, a identidade de ser o que é, e ainda no que se tornará.

Um drama impossível de não se emocionar. O mérito está em conseguir demonstrar de forma sutil, as posições tomadas e a visão de cada um dos que convive com Alice, com opiniões divergentes e ao mesmo tempo juntos com o mesmo objetivo de ajudar a quem sempre também os ajudou a serem o que são. O processo inverso do aprendizado e a decomposição cerebral são cruéis a medida que os relatos vão sendo expostos.

Como já cantava Caetano Veloso na música “O Dom de Iludir”: “…cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é“. Nada, nem ninguém pode ser julgado ou criticado por sua natureza, sem que se conheça o âmago de um ser. Conhece-lo? Impossível. Impossível é se manter incólume a esta história de vida.

 

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