jan 212015
 
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TMPC_Wild

 

Quando um filme entra no hall dos concorrentes ao Globo de Ouro ou ao Oscar, já fica pré-concebido como um bom filme ou com alguma coisa a mais a mostrar, o que normalmente provoca uma corrida aos cinemas (ou aos torrents). Quando a indicação é pela atuação, o filme em si pode deixar muito a desejar. É o caso de “Livre“.

A biografia traz uma mulher que tem uma conturbada infância com um pai alcoólatra e violento, as drogas e o sexo com estranhos como fuga principal da realidade. Após a perda da mãe, resolve entrar em uma longa caminhada de 1.800 quilômentros. Cheryl Strayed resolveu ter esse nome depois de separar do marido e entender que sua vida estava “desviada”, sem rumo, e que precisava de um sentido para prosseguir: “ser a mulher que sua mãe criou”.

Em uma tradução peculiar ao cinema brasileiro, o título “Livre” pode tentar dizer um pouco mais do que o original “Wild” (literalmente: selvagem, ou algo que o valha) pois a caminhada vivida por Reese Witherspoon é mais uma tentativa de libertação, do que uma inserção ao mundo desconhecido propriamente dito. Talvez o mérito da atriz já inicie na escolha do elenco por ter batido Jennifer Lawrence, Emma Watson e Scarlett Johansson (casualmente todas queridinhas da hora, o que pode simplesmente não passar de um mero hoax, ou boato para valorizar o papel) ou ainda pela grande semelhança com a escritora original e inspiração para o filme Cheryl Strayed. Sinceramente não vi nada de tão espetacular que a elevasse a tamanho prêmio, ainda que não seja nenhum expert em dramaturgia. Porém James Franco conseguiu ser muito mais convincente em “127 Horas“, em um clima árido bastante semelhante em determinados momentos.

Deixando um pouco as atuações que levaram o filme a ser conhecido/divulgado de lado: o ritmo imposto por Jean-Marc Vallée (Clube de Compras Dallas) inicialmente é bem interessante com uma personagem forte apesar de estereotipada, trazendo bastante envolvimento com os demais detalhes nas cenas: botas, mochilas, caronas e relações interpessoais. Mas a impressão que fica é que o roteiro está atrelado demais ao livro no qual foi inspirado. Explico: cenas que não agregam nada e ficam perdidas no contexto entram no filme porque a autora passou por aqueles momentos, e não porque seriam encaixados em outras valias da história.

A história não chega a ser chata , piegas ou pedante, mas também dificilmente terá qualquer influência benéfica contada da forma que foi. Talvez o livro traga mais detalhes que dignifiquem o motivo pelo qual a obra foi realizada.

 

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