jan 132015
 
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TMPC WHIPLASH

Quando se ouve falar que determinado filme ganhou em Sudance (festival que premia os melhores roteiros, idealizado por Robert Redford) pode-se ter a certeza de um bom filme. No mínimo um roteiro ótimo e com uma idéia original. Pois “Whiplash” é mais uma das certezas este ano.

A obsessão de um garoto para chegar ao estrelato fazendo o que gosta chega ao extremo, e muitas vezes as vias de fato: Andrew (Miles Teller) é um baterista adolescente e que tem por objetivo tocar nas melhores bandas do mundo, e para isso se inscreve em uma das melhores escolas de música do país, mesmo sabendo que teria como mentor o temido professor Fletcher (J.K. Simmons). A empatia e o clima de tensão é imediato.

Musicalidades a parte, “Whiplash” nos traz uma história semelhante a muitas outras entre aluno e professor, estudo e superação, atleta e treinador, porém o diretor consegue fazer com que o público respire muito fundo para entrar no clima acirrado que o filme propõe. Sempre com câmeras inusitadas e nos lugares certos, a “busca pela perfeição” é insistente e bastante madura, longe do clichê. As quebras de eixo entre os personagens nas cenas de diálogo demonstram de forma simples as passagens que exigem menos compreensão do espectador fazendo com que fique claro a intenção de tentar embasar e situar, ao mesmo tempo de tentar criar uma complexidade sentimental um pouco maior nos personagens. Sempre nos “closes“, os embates mais fortes, as cenas mais pesadas e que tendem a balizar a história.

A fotografia também é um trabalho muito positivo da direção no momento em que se consegue transmitir as sensações dos lugares e quando em muito os momentos de razão/emoção dos personagens. O clima é sensível e pertinente a cada momento. Nada que as coisas mais simples nos momentos mais concretos. Belo acerto.

Fazer das tripas, coração: quando um filme consegue tirar emoções fortes do público, já pode ter conquistado seu objetivo. Momentos que fazem a platéia subir na cadeira e em muitos perder o fôlego com as performances de Andrew, ou ainda franzir o rosto tentando entender o sadismo de Fletcher em busca de seus objetivos. Um filme para ser degustado, para ser visto e ouvido com toda calma (ou fervor). Um filme para ser apreciado por aqueles que gostam/conhecem boa música. Um filme para ser visto e apreciado por aqueles que amam cinema tanto quanto respirar. Prepare-se para suar frio. Para sentir a cada batida do bumbo, a cada toque de caixa, a cada estalar de pratos, o coração sair pela boca… um filme e tanto.

Qualquer elogio será pouco. Para ser visto e revisto.

 

 

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