Homens, Mulheres e Filhos (2014)

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dez 092014
 
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As relações interpessoais e suas consequências sempre foram a especialidade de Jason Reitman desde seus primeiros filmes, inclusive no novo “Homens, Mulheres e Filhos” onde a abordagem principal é a Internet e como são estas mesmas relações frente a situações fora do mundo virtual. A grande rede é mostrada como ferramenta de controle, como aliado na divulgação pessoal, tanto para construir relacionamentos amorosos quanto para destruí-los, e também como ponto de fuga da própria realidade em várias histórias que se intercalam, mostrando também a fragilidade do ser humano quanto ao uso das novas mídias.

O filme traz como ponto de partida as reflexões de Carl Sagan sobre um “Pálido Ponto Azul”, fazendo referência a uma foto da Terra enviada da sonda espacial Voyager, onde mostra nosso pequeno planeta e a imensidão de coisas que acontecem nele: tão grande é a nossa soberba que não conseguimos enxergar o quão pequenos somos em torno de todo o universo em que vivemos. Esta é a premissa para que todas as histórias se desenvolvam até o limite do sustentável, e cada uma tem seu desfecho (nem sempre o esperado pelo público). As temáticas de solidão além tela, bullying, anorexia (e suas consequências), virgindade, aborto, pressão dos pais para que os filhos sigam determinados caminhos (basados em seus sucessos e frustrações. Todos esses assuntos tão atuais fazem uma bela colcha de retalhos, que se encaixa muito bem tanto com a escolha dos atores (que acaba mesclando atores já tarimbados com os novos talentos), quanto nas trilhas sonoras (onde até o silêncio se encaixa) nas horas mais tensas.

O filme de Reitman ainda traz também uma narração em “off” de Emma Thompson realçando cada história e tentando sempre traçar um paralelo com o universo de Sagan. O que não é nenhum pouco pequeno. Uma obra cativante, e em certos momentos com cargas emotivas muito grandes e sensíveis, sem ser clichê ou piegas.

 

 

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