Interestelar (2014)

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nov 242014
 
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O novo filme de Christopher Nolan pode ser considerado o melhor de sua carreira até então. O diretor, juntamente com seu irmão, conseguiu chegar a um ponto em “Interestelar” em que a cabeça do espectador não sabe ao certo o que está vendo ou sentindo… Explico: a obra conseguiu unir grandes e consagradíssimos atores (Anne Hathaway, Matt Damon, Michael Caine, John Lithgow, Jessica Chastain, etc), ter um roteiro cuidadosamente escrito, um bom argumento e uma bela fotografia que não chega a ser deslumbrante mas cumpre perfeitamente o seu papel de composição e arte. Se imaginou que “A Origem” era complexo, agarre-se firme na poltrona para esse novo (e sensacional) rebento de ficção científica. Cooper (Matthew MacConaughey) é um engenheiro espacial e piloto aposentado, fazendeiro e pai de dois filhos que (assim como nós) assiste a lenta extinção do planeta, frente a degradação dos recursos naturais e suas consequências: clima árido e seco, falta de alimentos e a extinção gradual da população. Entre um fato e outro o protagonista tem a chance de entrar novamente em órbita liderando uma equipe de astronautas, para tentar entender e buscar alterativa de vida em outros planetas. Então a saga inicia, sem um “tempo” exato para acabar, ou ainda com a incerteza de retornarem a seus lares. Se você imaginou alguma coisa parecida com “Armageddon” esqueça, pois literalmente o “buraco” é mais embaixo. Com muitas metáforas, Nolan cria um aspecto envolvente sem ser cansativo em quase três horas de apresentação, sempre muito objetivo em seus diálogos sem deixar de ser emotivo e carismático. Cada um de seus personagens tem uma alma e uma função na trama, sempre tentando interar o público e faze-lo compreender de alguma forma as teorias quânticas, a astrofísica, gravidade, viagens espaço-tempo, evolucionismo, dentre outros tantos temas, e ainda assim não esquecendo das questões morais e afetivas que muitas vezes são o ponto chave para resolver as questões mais difíceis. Difícil não lembrar de “2001“, tanto pela referência que tem como o maior clássico do gênero, como os robôs em formato de monolito. Em muitos momentos de “Interestelar” os fatos podem não condizer com explicações técnicas ou didáticas, porém após assistir nos cinemas essa nova imersão na massa cinzenta dos Nolan, a licença poética acaba sendo muito bem aceita onde também pode-se contextualizar a luta pela sobrevivência não só como humanos mas também como raça, o abandono e a solidão sob múltiplos aspectos, as dificuldades de aceitação do fatídico e inevitável… É uma obra que no mínimo deverá ser observada com cautela antes de ser criticada: recém lançado já possui qualificação máxima nos melhores sites de críticos e colocando-se já na estréia entre os melhores filmes no ranking do IMDb. Obs.: o filme deve ser visto obrigatoriamente nos cinemas (preferencialmente no Imax) para que se possa ter a experiência completa e… Interestelar!

 

 

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Dracula – A História Nunca Cotada (2014)

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nov 242014
 
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Um argumento bem feito tem o seu valor. É o que acontece com “Drácula – A História Nunca Contada” de Gary Shore. A história traz um príncipe Vlad já cansado de guerra, em paz com sua família e apaixonado por sua esposa e filho. Não distante das atrocidades que cometera no passado em busca do poder, busca o repouso governando seu povo com mão suave e legítima (mas ainda assim sem deixar de mostrar o tormento da dúvida e da eterna briga em si mesmo do bem contra o mal). Até que a paz acaba e ele se vê obrigado a buscar ajuda em um ser desconhecido e de poder descomunal, para que possa proteger tudo aquilo pelo que sempre sonhou. O filme tenta buscar um Drácula mais humano e num primeiro momento longe do fantástico, que não brilham no escuro ou voam sem motivos: o mito criado por Bram Stocker não foi traído, porém mais uma vez reinventado. Também é muito forte a presença de elementos históricos e que reforçam a versão desta película que ainda ficticiosa, bastante original. Um Drácula heroico e castigado pelos horrores da guerra e ao mesmo tempo ainda um temido empalador de inimigos, que se vê obrigado a sucumbir à uma eterna maldição para que possa salvar seu ingrato povo e que sabe um dia, reencontrar seu eterno amor frente aos séculos. O filme ainda deixa aberto um prelúdio para uma bem pensada e quem sabe, tão bem feita sequência.

 

 

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Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 (2014)

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nov 242014
 
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O final do segundo filme da trilogia “Jogos Vorazes” deixou lacunas e uma enorme expectativa sobre o desenrolar dos fatos, quais os sobreviventes e quem estava do lado de quem. Neste terceiro filme acompanhamos uma mudança sistemática tanto de Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) quanto dos demais personagens. Em especial o insosso Peeta Mellark, que capturado pela Capital, se mostra claramente a favor da ditadura liderada pelo “general” Snow. A trama se faz necessária para que os fins se justifiquem e os jogos apenas passam realmente a ser pretexto para uma dominação mundial. Pois assim como em Matrix, Spartacus, Guerra nas Estrelas dentre tantos outros mais importantes para a filmografia mundial, a plebe se revolta e se une contra o império dominador, desta vez liderados pela Presidente Alma Coin (nome bastante sugestivo) que resolve entrar de vez na batalha juntamente com seu exército pensante. Mas a batalha maior é como convencer o povo dos distritos a entrar em uma guerra que sempre perderam: a imagem de uma heroína que lhes mostrará o caminho e fará emocionar (mediante a uma propaganda bem feita) a ponto de motivar até o mais pacato cidadão. Literalmente Jennifer Lawrence leva o filme nas costas com uma atuação digna de destaque como sempre, apesar dos reforços de elenco (Woody Harrelson, Phillip Seymour Hoffmann, Natalie Dormer (de Game Of Thrones) e também Julianne More) tudo fica para ser decidido no episódio final. A ideia de uma saga séria e composta de detalhes contemporâneos só será realmente interessante e válida neste ponto, se finalizar da mesma forma: com idéias e ideais de um contexto simples e didático. Aguardemos o desfecho em novembro de 2015.

 

 

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