Bates Motel (2013)

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nov 272014
 
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O clássico “Psicose” dirigido e produzido por Alfred Hitchcock em 1960 teve grande repercussão na mídia no momento de seu lançamento, uma vez que modificava a maneira de se ver e fazer cinema. Um cinema pensante e com traços de um personagem extremamente transtornado psicologicamente, e que faz o espectador viver o drama até seus últimos minutos, saindo estupefato das salas. A história do psicopata Norman Bates é contada desde o seu início no seriado “Bates Motel”, onde o filho adolescente e a mãe Norma chegam a uma pequena cidade para assumir e administrar uma herança de família: uma pousada de beira de estrada. O seriado, que vai para a terceira temporada, é contemporâneo e mistura a tecnologia dos dias atuais (celulares, wi-fi, laptops, etc) com detalhes da época da obra original (carros, telefones fixos, poços artesianos, etc) fazendo com que o público consiga quase interagir com as tramas. A primeira temporada insere o público no ambiente da pequena cidade de Pine White Bay, onde a principal atividade é o plantio e distribuição de maconha. O tráfico da droga é liderado por dois grupos distintos que vivem por disputar o comércio local: em um destes grupos está Dylan, irmão de Norman, que tem papel fundamental na história familiar mais adiante. Já o foco da segunda temporada traz à tona as revelações sobre cada personagem e a formação de caráter e identidade de cada um, fazendo com que tudo tome forma, e em especial desenvolve cada vez mais a relação Édipo/Jocasta entre mãe e filho (Norma/Norman) até um ponto em que parece insustentável as reviravoltas e ataques mútuos entre os próprios Bates e que, por consequência acabam atingindo diretamente até os habitantes locais. A personalidade de Norman Bates vai ficando cada vez mais psicótica pela pressão super protetora exercida pela mãe, e reagindo de maneiras inesperadas a cada episódio. Infelizmente quem já viu a obra original sabe como o excelente seriado termina, delimitado pelo filme original interpretado por Anthony Perkins. Mas até chegar lá, muita água e muito sangue deve rolar… vale cada detalhe, cada segundo!

 

 

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Interestelar (2014)

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nov 242014
 
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O novo filme de Christopher Nolan pode ser considerado o melhor de sua carreira até então. O diretor, juntamente com seu irmão, conseguiu chegar a um ponto em “Interestelar” em que a cabeça do espectador não sabe ao certo o que está vendo ou sentindo… Explico: a obra conseguiu unir grandes e consagradíssimos atores (Anne Hathaway, Matt Damon, Michael Caine, John Lithgow, Jessica Chastain, etc), ter um roteiro cuidadosamente escrito, um bom argumento e uma bela fotografia que não chega a ser deslumbrante mas cumpre perfeitamente o seu papel de composição e arte. Se imaginou que “A Origem” era complexo, agarre-se firme na poltrona para esse novo (e sensacional) rebento de ficção científica. Cooper (Matthew MacConaughey) é um engenheiro espacial e piloto aposentado, fazendeiro e pai de dois filhos que (assim como nós) assiste a lenta extinção do planeta, frente a degradação dos recursos naturais e suas consequências: clima árido e seco, falta de alimentos e a extinção gradual da população. Entre um fato e outro o protagonista tem a chance de entrar novamente em órbita liderando uma equipe de astronautas, para tentar entender e buscar alterativa de vida em outros planetas. Então a saga inicia, sem um “tempo” exato para acabar, ou ainda com a incerteza de retornarem a seus lares. Se você imaginou alguma coisa parecida com “Armageddon” esqueça, pois literalmente o “buraco” é mais embaixo. Com muitas metáforas, Nolan cria um aspecto envolvente sem ser cansativo em quase três horas de apresentação, sempre muito objetivo em seus diálogos sem deixar de ser emotivo e carismático. Cada um de seus personagens tem uma alma e uma função na trama, sempre tentando interar o público e faze-lo compreender de alguma forma as teorias quânticas, a astrofísica, gravidade, viagens espaço-tempo, evolucionismo, dentre outros tantos temas, e ainda assim não esquecendo das questões morais e afetivas que muitas vezes são o ponto chave para resolver as questões mais difíceis. Difícil não lembrar de “2001“, tanto pela referência que tem como o maior clássico do gênero, como os robôs em formato de monolito. Em muitos momentos de “Interestelar” os fatos podem não condizer com explicações técnicas ou didáticas, porém após assistir nos cinemas essa nova imersão na massa cinzenta dos Nolan, a licença poética acaba sendo muito bem aceita onde também pode-se contextualizar a luta pela sobrevivência não só como humanos mas também como raça, o abandono e a solidão sob múltiplos aspectos, as dificuldades de aceitação do fatídico e inevitável… É uma obra que no mínimo deverá ser observada com cautela antes de ser criticada: recém lançado já possui qualificação máxima nos melhores sites de críticos e colocando-se já na estréia entre os melhores filmes no ranking do IMDb. Obs.: o filme deve ser visto obrigatoriamente nos cinemas (preferencialmente no Imax) para que se possa ter a experiência completa e… Interestelar!

 

 

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Dracula – A História Nunca Cotada (2014)

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nov 242014
 
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Um argumento bem feito tem o seu valor. É o que acontece com “Drácula – A História Nunca Contada” de Gary Shore. A história traz um príncipe Vlad já cansado de guerra, em paz com sua família e apaixonado por sua esposa e filho. Não distante das atrocidades que cometera no passado em busca do poder, busca o repouso governando seu povo com mão suave e legítima (mas ainda assim sem deixar de mostrar o tormento da dúvida e da eterna briga em si mesmo do bem contra o mal). Até que a paz acaba e ele se vê obrigado a buscar ajuda em um ser desconhecido e de poder descomunal, para que possa proteger tudo aquilo pelo que sempre sonhou. O filme tenta buscar um Drácula mais humano e num primeiro momento longe do fantástico, que não brilham no escuro ou voam sem motivos: o mito criado por Bram Stocker não foi traído, porém mais uma vez reinventado. Também é muito forte a presença de elementos históricos e que reforçam a versão desta película que ainda ficticiosa, bastante original. Um Drácula heroico e castigado pelos horrores da guerra e ao mesmo tempo ainda um temido empalador de inimigos, que se vê obrigado a sucumbir à uma eterna maldição para que possa salvar seu ingrato povo e que sabe um dia, reencontrar seu eterno amor frente aos séculos. O filme ainda deixa aberto um prelúdio para uma bem pensada e quem sabe, tão bem feita sequência.

 

 

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Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 (2014)

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nov 242014
 
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O final do segundo filme da trilogia “Jogos Vorazes” deixou lacunas e uma enorme expectativa sobre o desenrolar dos fatos, quais os sobreviventes e quem estava do lado de quem. Neste terceiro filme acompanhamos uma mudança sistemática tanto de Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) quanto dos demais personagens. Em especial o insosso Peeta Mellark, que capturado pela Capital, se mostra claramente a favor da ditadura liderada pelo “general” Snow. A trama se faz necessária para que os fins se justifiquem e os jogos apenas passam realmente a ser pretexto para uma dominação mundial. Pois assim como em Matrix, Spartacus, Guerra nas Estrelas dentre tantos outros mais importantes para a filmografia mundial, a plebe se revolta e se une contra o império dominador, desta vez liderados pela Presidente Alma Coin (nome bastante sugestivo) que resolve entrar de vez na batalha juntamente com seu exército pensante. Mas a batalha maior é como convencer o povo dos distritos a entrar em uma guerra que sempre perderam: a imagem de uma heroína que lhes mostrará o caminho e fará emocionar (mediante a uma propaganda bem feita) a ponto de motivar até o mais pacato cidadão. Literalmente Jennifer Lawrence leva o filme nas costas com uma atuação digna de destaque como sempre, apesar dos reforços de elenco (Woody Harrelson, Phillip Seymour Hoffmann, Natalie Dormer (de Game Of Thrones) e também Julianne More) tudo fica para ser decidido no episódio final. A ideia de uma saga séria e composta de detalhes contemporâneos só será realmente interessante e válida neste ponto, se finalizar da mesma forma: com idéias e ideais de um contexto simples e didático. Aguardemos o desfecho em novembro de 2015.

 

 

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Debi & Lóide 2 (2014)

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nov 182014
 
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Os Irmãos Bobby e Peter Farelly continuam muito bem, e com um humor afiadíssimo e tão bom quanto há vinte anos. A sequência de “Debi & Lóide” ainda tem a pegada que mostrou no primeiro filme. Sempre existe um receio de que o primeiro sempre é sempre melhor que o segundo, porém pode-se dizer que tanto um quanto o outro são escrachados, debochados e com piadas com “timing” exato. Os atores originais Jim Carrey e Jeff Daniels, parecem não ter sofrido a ação do tempo tanto na maquiagem e atitudes, quanto na força das atuações cômicas. Como sempre Jim Carrey se sobressai com suas caretas e palhaçadas, sem deixar de estar no contexto da comédia. O roteiro é bem escrito para um filme do gênero, que tem a estupidez dos personagens como mote principal. Alguns fatos interessantes: o filme já ganhou prêmio por um dos melhores posters do ano (que faz alusão direta ao “Lucy” de Luc Besson) e também a curiosa participação da atriz Jennifer Lawrence que não cobrou cachê por ser fã, e faz uma ponta no filme como a Fraida jovem (no flashback), porém pediu para que seu nome fosse retirado dos créditos após suas fotos íntimas terem sido espalhadas na Internet por um hacker nos últimos meses. Outro fato interessante foram os valores pagos aos atores: Carrey ficou com 7 milhões de dólares para fazer este segundo filme (o salário mais bem pago até hoje para um ator de comédia) enquanto Daniels recebeu apenas 60 mil. Os Farrely são conhecidos também por outros filmes do mesmo gênero como “Quem Vai Ficar Com Mary?” e “O Amor é Cego“, mas nenhum deles teve tanta bilheteria quanto a franquia de “Debi & Lóide”. Vá ao cinema com a consciência leve e tranquila, esperando por uma tela extremamente nonsense. Se não tiver paciência e bom humor para este tipo de comédia não vá, pois é um risco sair da sala com o estômago machucado de tanto se torcer de rir.

 


 

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The Strain (2014)

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nov 142014
 
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Um avião pousa silenciosamente sem chamar a atenção de radares ou de qualquer pessoa. O aeroporto aciona imediatamente a segurança nacional que isola a área e nota que nenhum movimento existe lá dentro. E para espanto maior ainda a aeronave encontra-se completamente fria, gelada, como se estivesse há pouco tempo congelada. Neste momento o Dr. Ephraim Goodweather, especialista e chefe da vigilância sanitária, é chamado para investigar o caso. Dentro do avião são encontrados quase todos os passageiros mortos, com exceção de alguns poucos sobreviventes, e que no mesmo momento são colocados em quarentena. Apenas um detalhe que poucos notaram: um baú em forma de caixão, cuidadosamente entalhado, some misteriosamente do bagageiro do avião. Assim começa o primeiro episódio de “The Strain” que criado, escrito e dirigido por Guilhermo Del Toro (de “O Labirinto do Fauno“) e produzido pelo mago Carlton Cuse empolga com um clima soturno e de muito mistério. Porém a trama se desenvolve muito além disso, com muitos personagens complexos a serem explorados e com histórias ainda encobertas: assim como em Lost, vários flashbacks vão sendo colocados ao longo dos episódios justificando atitudes estranhas e extremas de heróis e bandidos. A história é muito bem conduzida levando o expectador a ficar ávido pelo próximo capítulo e com um tema muito popular: vampiros. Porém a série conseguiu renovar o gênero tendo uma nova alusão as origens do personagem descrito por Bram Stoker, porém sem desmitificar a lenda mantendo intactos princípios fundamentais (necessidade de sangue, aversão a luz, queimaduras por prata, etc) e ainda adiciona a especulação de que o líder dos mostros seria um ser nazista. A série já é um sucesso e foi renovada para a segunda temporada. Um misto de ficção e aventura que vale a pena.

 

 

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The Knick

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nov 042014
 
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O seriado estrelado pelo inglês Clive Owen antes mesmo da estréia já tinha sua segunda temporada garantida, tamanho a importância e relevância do seriado para os dias de hoje. O dia a dia do hospital Knickerbocker de Nova Iorque, contado de maneira séria e fiel nos traz um retrato fiel da evolução da medicina até o que temos hoje. Desde o tratamento aos pacientes, até as cirurgias mais complexas, a série firma cada detalhe ainda mostrando a reação de cada personagem frente a economia, política e demais fatores que ainda regem nosso cotidiano. Corrupção, prostituição, preconceito racial, suborno e xenofobia são trazidos como referência atual chegando a persuadir o espectador a viver tudo em sua própria realidade. Ainda de quebra mostra a luta do Dr. John Thackery contra seu vício em cocaína (que na época era vendido livremente em farmácias nos Estados Unidos) desde os primeiros capítulos e que vai avançando a cada episódio, fazendo com que a rotina do personagem e a de todos a sua volta sejam comprometidos. O episódio final é surpreendente em todos os aspectos, deixando todas as pontas para serem atadas na próxima temporada. Excelente! Bravo!

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Relatos Selvagens (2014)

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nov 042014
 
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O cinema portenho sempre foi de bons filmes e de bons atores que nos trazem boa música, cenas fortes e inteligentes, diretores lúcidos e perspicazes e que, de vez em quando nos trazem obras imperdíveis como “Relatos Selvagens”. Seis histórias muito bem contadas e que chegam a beirar o absurdo, usando um humor negro de derrubar os queixos mais cerrados e que criam diversas atmosferas gerando risos e espantos ao público a cada um dos episódios. Os personagens perdem o controle das situações e acabam tomando as decisões mais efetivas para resolve-las, mas nem sempre as melhores saídas são as mais óbvias. O diretor sabe exatamente a medida da maldade e do riso, e consegue fazer o público entender que a obra também é uma tremenda crítica social que visa ironizar os serviços terceirizados que não funcionam até a morosidade e falta de eloquência do serviço público, que acabam sempre levando os protagonistas aos limites da razão. O filme vem com uma assinatura valiosa atrás das câmeras de Pedro Almodovar que produz o trabalho (que parece se redimir de sua comédia patética “Amantes Passageiros“, e que acabou sendo escolhido como o concorrente do país ao próximo ano a um dos grandes prêmios do cinema) – e quando se fala em premiação do Oscar, não há como não lembrar / citar o já bárbaro “O Segredo dos Teus Olhos” (que também traz Ricardo Darín alavancando o elenco principal). Que busquemos cada vez mais inspiração nos “hermanos”.

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