abr 292014
 
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Capitao-America-2

Há quem diga que “Capitão América 2: O Soldado Invernal” é o melhor filme da franquia Marvel. E não é exagero. O então apático e esforçado soldado Steve Rogers, na luta por seu país acaba sofrendo (e crescendo) perante as mazelas da segunda guerra mundial. Com o soro do super-soldado nas veias, o agora herói americano é o exemplo a ser seguido por uma geração que acredita em que o impossível acontece, e que as oportunidades para seguirem um ideal existem! Porém o agora Capitão América foi congelado, e acorda décadas depois em um mundo que já não é mais o mesmo: já não é mais seu. Dentre uma realidade e outra, frases de efeito moral e brincadeiras com os personagens atuais se revezam entre socos e chutes. As pinceladas em outros herós da Marvel também são frequentes (arsenal Stark, viagens a Asgard, citações ao olho vazado de Nick Fury, etc) uma vez que o próximo filme dos Vingadores terá uma cronologia aproximada. A visão deturpada do mundo não confunde Rogers (em uma das pontas de lucidez do roteiro) o personagem Fury, que inflamando um discurso de que a força é necessário para a liberdade, é interrompido abruptamente pelo vingador que diz: não é liberdade nem segurança, é medo! E as críticas ao sistema governamental dos EUA continuam a cada cena, inclusive com as reviravoltas dentro da própria entidade S.H.I.E.L.D. que visa proteção, é colocada em dúvida. Entre idas e vindas, socos, ponta-pés e línguas afiadas a obra se faz equilibrada mostrando um filme maduro e cruel quando se trata das questões sérias e burocráticas, e ao mesmo tempo consegue alegrar aqueles que foram as salas apenas para o bom e velho entretenimento…

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