dez 102013
 
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A última obra de Woody Allen definitivamente não empolga. A aflição de ter nas telas diretores de mão cheia como Almodovar, Coppola, Ridley Scott parece que as vezes se esvai na falta de assuntos longínquos como as grandes guerras e períodos depressivos pós ditadura, uma vez que a criatividade dos roteiros não tem ajudado o suficiente. Sundance deve estar carente. Em “Blue Jasmine”, a nova empreitada em Nova Iorque nos apresenta a viúva de um milionário falido, que após a quebra de uma sucessão de eventos (financeiros e afetivos) se vê obrigada a sair de sua cobertura em Paris, para morar de favor na casa de sua irmã adotiva no subúrbio dos Estados Unidos. A colisão de mundos em que a protagonista Jasmine entra, é profunda e desgastante: não sabendo as vezes se encontra sua cabeça nas nuvens, ou ainda coloca os pés no chão. Jamais as duas coisas ao mesmo tempo. Mas Allen sabe distinguir o bem do mal e transitar com a personagem entre dois mundos, fazendo com que aos poucos o espectador consiga entender os delírios e choques de realidade que se apresentam: em um primeiro momento deslocados comentários e falas desconexas e de forma calma e peculiar, a vida de Jasmine vai se encaixando as telas (como se fosse quase uma metáfora de “A Rosa Púrpura do Cairo”). O que realmente vale é a atuação de Cate Blanchet (que já levou uma estatueta) que concorrerá certamente este ano pela atuação desta obra. Opinião? Não. Apenas certeza.

 

 

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