set 122013
 
A expectativa de um bom filme nacional se faz presente em “Meu País”, onde a trinca de atores globais se reveza entre boas e más atuações tendo um saldo positivo entre idas e vindas: Paulo José interpreta o pai de dois filhos (Rodrigo Santoro e Cauã Reymond) que desestruturados entre eles, obrigam-se a unir forças após sua morte e rever conceitos tanto na dignidade dos negócios, quanto a encontrar o rumo para suas vidas familiares. Não bastando o vício em jogatinas do caçula, eles descobrem que possuem uma irmã bastarda (Débora Falabella) de vinte e quatro anos e com idade mental de oito. O clima denso e intimista proposto pelo diretor faz com que as diferenças sociais e culturais se acirrem a cada momento, querendo que o clímax tome conta. Ainda que não saia do chão a tentativa de decolagem tenta se focar nas atuações: Rodrigo Santoro vem com toda sua bagagem e experiência trazendo veracidade, enquanto Reymond se esforça. Débora Falabella deveria bater com a cabeça na parede uma centena de vezes para encarar novamente a missão. Ainda assim vale a pedida pela tomadas feitas na Itália, pelas experimentações de fotografia (lentes/foco/plano e contra-plano), e o saudosismo de um filme que parece não ter acabado.

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