nov 092011
 

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Woody Allen consegue ser sutil e ao mesmo tempo pitoresco em seus filmes. Há quem não goste do diretor americano, e o criticam justamente por seu humor ácido e corrosivo que acaba tocando justamente o coração dos críticos de cinema. Pois em “Meia Noite em Paris” ele ataca novamente, fazendo com que sua cidade européia preferida seja palco para seu alterego rever grandes nomes da música, pintura e literatura mundial em uma aventura quase esquizofrênica onde Owen Wilson entra a meia-noite em uma carruagem para encontrar os personagens que o ajudarão então a concluir a obra que está escrevendo. A direção segura faz com que a obra se torne agradável arrancando boas gargalhadas nos embates verbais entre o protagonista e seus algozes, que são nada menos que o ex-namorado de sua esposa, e também seu sogro (que chega ao ponto de contratar um detetive para persegu-lo). Dentre um e outro diálogo, Allen não deixa de alfinetar com piadinhas infames seus conterrâneos, já sendo uma piada dizer que sua cidade preferida é Paris, e não Nova York como sempre sugere. As presenças da primeira dama francesa Carla Bruni e da oscarizada Kathy Bates enriquecem o contexto entre personagens ilustres como Pablo Picasso, Modigliani, Hemingway (caricato), Luiz Buñuel, e Salvador Dali (que ficou cômico com Adrien Brody). Para quem curte literatura (e Paris em especial) é um senhor filme.

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